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OS "RABOS DE ARRAIA" DA SUCESSÃO TOCANTINENSE

Posted On Terça, 07 Julho 2026 11:33
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OLHO NO OLHO

 

Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues

 

 

A sucessão estadual tocantinense entra em uma de suas fases mais delicadas. Se até aqui o debate esteve concentrado na formação das chapas majoritárias, na escolha dos candidatos ao Governo e ao Senado e na definição das alianças eleitorais, agora um novo componente passa a ocupar o centro das articulações: o comando dos partidos políticos.

 

Na avaliação do Observatório Político de O Paralelo 13, ainda falta uma peça importante para que o quebra-cabeça sucessório seja definitivamente montado. E essa peça está justamente nas direções estaduais do PDT e do PSD.

 

Como dizia o saudoso Tancredo Neves, ao ser questionado sobre a escolha de José Sarney para compor sua chapa presidencial: "Na política, você não pode é perder." Essa máxima continua atual. E parece orientar boa parte dos movimentos que ocorrem neste momento nos bastidores da política tocantinense.

 

O PDT ENTRA NO CENTRO DA DISPUTA

 

 

O primeiro movimento envolve o PDT. Segundo apurou o Observatório Político de O Paralelo 13, a legenda vive um período de indefinição administrativa. A comissão provisória estadual encontra-se vencida, e qualquer decisão passa necessariamente pela direção nacional do partido.

 

É nesse contexto que surge novamente o nome do ex-senador Vicentinho Alves.

 

Poucos políticos tocantinenses possuem uma ligação histórica tão forte com o PDT quanto Vicentinho. Foi pelas mãos do saudoso Leonel Brizola que recebeu a primeira comissão provisória da legenda no recém-criado Estado do Tocantins. A partir dali construiu uma longa trajetória política, que incluiu a Prefeitura de Porto Nacional, mandato de deputado federal e de senador da República.

 

Mesmo afastado dos mandatos eletivos, Vicentinho Alves jamais rompeu sua relação com a cúpula nacional pedetista. Mantém interlocução com dirigentes históricos da legenda e continua sendo uma liderança respeitada dentro do partido. Nos bastidores, cresce a avaliação de que seu nome poderá voltar ao comando estadual do PDT. Caso isso ocorra, o cenário político poderá sofrer mudanças significativas.

 

O PSD TAMBÉM VIVE MOMENTO DECISIVO

 

 

Mas as movimentações não param no PDT. Segundo fontes ouvidas pelo Observatório Político em Brasília, parlamentares da bancada do PSD no Congresso Nacional trabalham para que o senador Irajá Silvestre assuma a presidência estadual do partido. A articulação acontece diretamente junto à direção nacional da legenda.

 

Uma reunião entre Irajá e a executiva nacional estaria prevista para os próximos dias e poderá definir o futuro do comando partidário no Tocantins. Nos bastidores, integrantes influentes da direção nacional já demonstrariam simpatia pela transferência do partido ao senador. Enquanto isso, o atual presidente estadual do PSD, Laurez Moreira, mantém sua agenda de pré-campanha ao Governo e evita comentar publicamente as especulações.

 

O IMPACTO SOBRE A CANDIDATURA DE LAUREZ

 

 

 

A eventual mudança no comando do PDT ou do PSD possui consequências que ultrapassam a simples administração partidária. Na prática, interfere diretamente na estrutura política da candidatura de Laurez Moreira ao Governo. Os partidos representam tempo de propaganda eleitoral, fundo partidário, organização das campanhas, mobilização regional e articulação institucional.

 

Perder uma dessas estruturas às vésperas das convenções significaria reduzir consideravelmente a capacidade de organização eleitoral. Por isso, a disputa pelo comando partidário tornou-se tão estratégica quanto a própria formação das chapas.

 

 

IRAJÁ E VICENTINHO JÚNIOR: APROXIMAÇÃO GANHA FORÇA

 

 

Outra movimentação que chama atenção ocorre entre o senador Irajá Silvestre e o deputado federal Vicentinho Júnior. Segundo pessoas próximas aos dois pré-candidatos, cresce a possibilidade de ambos integrarem o mesmo palanque após as convenções partidárias. Embora ainda não exista confirmação oficial, interlocutores admitem que o diálogo entre os grupos políticos avançou nas últimas semanas. Caso essa composição seja consolidada, a oposição passará a contar com uma estrutura eleitoral ainda mais robusta, reunindo importantes lideranças estaduais em um mesmo projeto político.

 

AS CONVENÇÕES DECIDIRÃO O JOGO

 

 

Julho deverá ser o mês das grandes definições. Até a realização das convenções partidárias, muitas negociações permanecerão restritas aos bastidores. É justamente nesse ambiente que surgem os chamados "rabos de arraia" da política, movimentos inesperados, capazes de alterar alianças, mudar partidos de posição e reorganizar completamente o cenário sucessório. Na política, nem sempre os fatos mais importantes acontecem diante dos holofotes. Muitas vezes, eles são construídos silenciosamente nas mesas de negociação.

 

O TABULEIRO AINDA ESTÁ INCOMPLETO

 

O Observatório Político de O Paralelo 13 entende que ainda falta uma peça para completar o tabuleiro das eleições de 2026. A definição sobre quem controlará PDT e PSD poderá influenciar diretamente a composição das chapas, a distribuição dos apoios e o equilíbrio de forças entre governo e oposição.

 

Enquanto isso, cada liderança segue fazendo seus movimentos, preservando estratégias e evitando antecipar decisões. No xadrez da política tocantinense, quem se movimentar melhor nas próximas semanas poderá chegar às convenções em posição privilegiada. E como a história ensina, eleições não são vencidas apenas nas urnas.

Muitas delas começam a ser decididas muito antes, nos bastidores.
O tempo dirá quem conseguiu dar o xeque mais importante nesse tabuleiro sucessório.

 

 

Última modificação em Terça, 07 Julho 2026 12:00
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