Missão de Jairo Mariano é formar equipe, unir grupo palaciano e evitar que governador fique refém de deputados

Posted On Quinta, 23 Junho 2022 17:42
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O Observatório Político de O Paralelo 13 esteve em campo, nas últimas 72 horas, via telefone e presencialmente, conversando com as principais cabeças pensantes da política tocantinense, , com nossos amigos da imprensa e, entre almoços e cafés obtivemos acesso a duas pesquisas de consumo interno, uma delas “saída do forno”, que nos permite afirmar categoricamente: não existe candidato a governador ou ao Senado forte a ponto de não poder ser derrotado.

 

Por Edson Rodrigues

 

Ninguém disparou, ninguém abriu vantagem e ninguém está garantido em nada.

 

Diante do acima exposto, decidimos construir este “olho no olho” sem deixar nosso coração opinar, para que não haja “contaminação” nesta “pepita” a ser lapidada.

Vamos aos fatos.

 

JAIRO MARIANO:

O experiente ex-prefeito de Pedro Afonso, Jairo Mariano, um político de fala mansa, que sempre conversa olhando diretamente para seu interlocutor, que chegou à presidência da ATM e que consegue vislumbrar um Tocantins melhor, enquanto o outro “varrem para dentro”, tem uma imensa capacidade de agregar, de unir, de juntar.

 

É, justamente, Jairo Mariano quem tem a missão mais árdua entre todos os habitantes do Palácio Araguaia, depois de renunciar ao cargo de secretário de Governo para assumir a coordenação da campanha pela reeleição de Wanderlei Barbosa, sem o Diário Oficial e respeitando a legislação eleitoral.

 

Em primeiro lugar, ele precisará, urgentemente, forma duas equipes de sua estreita confiança, uma formada por fichas-limpas, com prestígio e autonomia dentro do Palácio Araguaia, coordenada pelo seu substituto na secretaria de Governo.  A outra equipe lhe dará assessoramento na coordenação da campanha da candidatura à reeleição de Wanderlei Barbosa, o que evitaria que o governador fique refém da maioria dos deputados estaduais que o apoiam e são candidatos à reeleição ou a deputado federal, que criaram uma “bolha” em volta da figura do governador, que impede a aproximação das demais lideranças que precisam conversar e articular com o Chefe do Executivo, principalmente prefeitos, presidentes de partidos e lideranças regionais.

 

Essas pessoas precisam ter uma agenda com o governador para que seus municípios continuem se sentindo prestigiados, da mesma forma com que precisam ter a presença de Wanderlei em seus municípios, em audiências para ouvir e falar com todos os que podem agregar à sua campanha.

 

Também caberá a Mariano elaborar o projeto de governo, formar um conselho político com representantes dos partidos que compõem o grupo palaciano, assim como com os deputados estaduais, formando uma agenda positiva que evite o uso da máquina estatal como um braço da campanha à reeleição, inclusive o serviço aéreo, pois isso se constitui em crime de abuso de poder econômico, e já derrubou muita gente do altar.

 

O fato é que o coordenador político do palácio Araguaia precisa ter, nestes últimos dias que antecedem a saída de Jairo Mariano, tudo organizado impreterivelmente a tempo, para que não se coloque a carroça à frente dos bois.

 

OPOSIÇÃO

Enquanto isso, na oposição, há homens e mulheres que têm a consciência de que as eleições de outubro significam sua sobrevivência política. Em caso de derrota, estarão sepultados politicamente e compulsoriamente, com chances mínimas de “ressuscitarem” nas eleições de 2026, quando estarão “contaminados” pelo “vírus do já era”, que tem como efeito colateral o desinteresse dos eleitores em trazer de volta políticos derrotados e a possibilidade de serem colocados para sempre no “congelador político”.

 

Nesta situação está a senadora Kátia Abreu. Embora Kátia esteja próxima ao Palácio Araguaia, a rejeição ao seu nome ainda é fortíssima entre os deputados estaduais e, tudo caminha para que ela acabe indo para a oposição, enquanto seu filho, o também senador Irajá Abreu, ainda tem mais quatro anos de mandato, assim como o senador Eduardo Gomes, que, em caso de derrota dos seus grupos políticos, sairão, no mínimo, ofuscados pelos adversários.

 

EDUARDO GOMES

Eduardo Gomes também tem mais quatro anos de mandato no Senado e, no momento, vem se resguardando de qualquer controvérsia ou intriga que tentem fazer para tirar o seu foco.  Logo, nesse cenário, os três atuais senadores do Tocantins serão opositores a Wanderlei Barbosa e sabem que, em caso de reeleição do governador, seu próximo passo natural seria tentar o Senado, disputando uma das duas vagas que estarão abertas na eleição de 2026.

 

Eduardo Gomes, focado nas candidaturas de Ronaldo Dimas ao governo do Estado e de Dorinha Seabra ao Senado. Vem mantendo conversações com todos os segmentos políticos do Estado, com as entidades classistas, cumprindo seu papel de articulador das campanhas de Dimas e de Dorinha, mas sem melindrar, destratar ou confrontar ninguém, pois sabe articular com maestria, deixando as portas abertas por onde passa, inclusive no Palácio Araguaia.

 

É esse tipo de comportamento de Gomes que justifica o fato de ele estar na liderança do governo Jair Bolsonaro no Congresso Nacional, se encaminhando para o terceiro ano na função, com ótimo relacionamento com os líderes e vice-líderes dos partidos oposicionistas ao governo federal.

 

Tal desempenho é alcançado por Eduardo Gomes por meio do diálogo franco e aberto, a melhor ferramenta para construir relacionamentos promissores.  Esse é o mesmo método que o senador aplica no Tocantins, visando garantir a presença do seu candidato, Ronaldo Dimas, no segundo turno da disputa pelo governo do Estado.

 

Gomes defende sempre a boa política, com discussões, debates e aglutinação de forças, pois não está descartada a possibilidade de que o senador consiga agregar às candidaturas que defende mais um grupo político, ainda antes das convenções partidárias.

 

Nos próximos dias, Eduardo Gomes estará definindo a liberação do máximo de recursos possíveis aos 139 municípios e ao Estado do Tocantins, antes do prazo final, no próximo dia dois de julho.

 

IRAJÁ CONVERSA COM DIMAS

Se Wanderlei for reeleito e conseguir fazer uma boa gestão, torna-se um candidato quase imbatível ao Senado, colocando em risco a reeleição dos que estiverem terminando seus mandatos.

 

Por enquanto, se o conglomerado político palaciano realmente rifar a candidatura de Kátia Abreu à reeleição nas suas hostes, certamente Kátia Abreu e seu grupo político partirão para uma decisão rápida sobre com quem irão compor, fazendo oposição a Wanderlei Barbosa.

 

Somando essa situação ao fato de nosso Observatório Político acabar de saber, por uma fonte fidedigna, que está confirmada uma reunião entre Irajá Abreu e Ronaldo Dimas, tendo como pauta a sucessão estadual, e ao fato dessa mesma fonte garantir que Irajá não irá se candidatar ao governo, podemos chegar à conclusão de que Kátia Abreu não faz parte dos planos do Palácio Araguaia e que seu grupo político está decidindo com quem compor, se com Dimas, com Paulo Mourão ou com Osires Damaso.

 

Pelos fatos narrados, as articulações para isso estão a pleno vapor, e o tempo se encarregará de mostrar a realidade.

 

TOCANTINS TERÁ SEGUNDO TURNO

Diante do atual quadro sucessório, pode-se, também, afirmar que o Estado do Tocantins terá, pela primeira vez, um segundo turno eleitoral para decidir quem será o seu governador. Das atuais candidaturas, três estão no mesmo patamar de competitividade, o que torna impossível qualquer prognóstico que aponte as duas que irão disputar esse segundo turno.

 

Segundo as duas pesquisas a que nosso Observatório Político teve acesso, o índice dos que ainda não sabem em quem votar para governador gira na casa dos 47%, o que abre espaço para a formação do voto após a realização das convenções partidárias, quando estiver definido quem estará com quem em busca da vitória, quais serão as bandeiras defendidas por cada grupo político e as intenções do candidato ao governo.

 

É bom lembrar que não basta, apenas, ter muito dinheiro, poder e um bom tempo no Horário Obrigatório de Rádio e TV. Se não tiver um trabalho de marketing profissional, uma comunicação dinâmica e a união dentro do grupo político, as chances de derrota são grandes, sem esquecer de prestar atenção ao ditado “diga com quem andas que te direi quem és”, pois, companheiro de ficha-suja, também é visto como ficha-suja, e quem vai julgar, é o eleitor, que prestar bastante atenção nisso.

 

CONCLUSÃO

 

O momento político sucessório representa uma partida de xadrez, com as peças sobre o tabuleiro, e todo cuidado é pouco para que, uma peça mal mexida, acabe em xeque-mate para uma candidatura, pois, todos os “jogadores” são políticos experientes e saberão aproveitar qualquer brecha na estratégia dos seus adversários.

 

Ao mesmo tempo em que se faz necessária uma profunda reflexão do passado e do presente, os ”jogadores” têm que pensar, também, no futuro, pois há um segundo turno em vias de se realizar, mas, para estar nele, é preciso passar pelo primeiro turno deixando as portas abertas para composições com os que não conseguirem.

 

Ou seja, é um jogo de gente grande, sem espaço para amadorismo ou presunção.

 

Todo cuidado é pouco!

 

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