“LIVE” SEM CONTEÚDO DEIXA MAIS DÚVIDAS DO QUE CERTEZAS SOBRE ATAÍDES OLIVEIRA

Posted On Segunda, 29 Junho 2020 07:04
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O pré-candidato a prefeito de Palmas, empresário e ex-senador Ataídes Oliveira, filiado ao PP, presidido no Tocantins pela senadora Kátia Abreu, fez circular nas redes sociais uma “live”, com a participação de Kátia, do presidente do PSD, o também senador Irajá Abreu e do ex-prefeito de Palmas, presidente estadual do PSB e candidato derrotado a governador, Carlos Amastha em que muito foi falado, mas pouco foi dito.

 

Por Edson Rodrigues

 

Ataídes é um empresário bem sucedido no ramo da construção civil, com investimentos em Palmas desde a sua criação.  A presença dos demais políticos de outros partidos – Kátia, Irajá e Amastha – deixou a entender que o ex-senador contaria com o apoio dos três, mas o vídeo foi tão mal planejado, tão amador, que deixou que o assistiu sem a certeza desse apoio e, mais, não apresentou propostas nem ideias quanto a um possível plano de governo.

 

As falas de Kátia, Irajá e Amastha, não tiveram uma vírgula seques que explicitasse um apoio às pretensões de Ataídes, mesmo Kátia Abreu sendo a presidente estadual do partido pelo qual ele lançará sua candidatura.

 

Mais que explicar, a “live”, na verdade, deixou uma lacuna na cabeça do eleitorado, pois foi uma produção fraca, sem conteúdo político, sem imagens da Capital, com um discurso raso, primário, estranhamente frágil para um empresário que já foi um senador atuante em defesa dos interesses políticos nacionais e do Tocantins.

 

DESGASTE

A única hipótese para tanta insegurança e despreparo na construção dessa “live”, pode ser o desgaste que Ataídes sofreu ao encarar – e perder – uma disputa política com a prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro, pelo comando do PSDB, seu antigo partido, do qual era presidente estadual.

 

Após assumir a prefeitura no lugar deixado vago por Carlos Amastha, que renunciou à prefeitura para ser candidato ao governo e acabou derrotado até em Palmas, Cinthia Ribeiro cresceu politicamente e começou a ofuscar a figura de Ataídes, então presidente do PSDB estadual.  Veio o desentendimento político, a colocação da pré-candidatura dos dois, Cinthia á reeleição e Ataídes ao cargo ocupado por ela, a tentativa de Ataídes de expulsar Cinthia do PSDB e a surpresa de ver a cúpula nacional da legenda, comandada pelo PSDB Mulher e do governador de São Paulo, João Dória, dar total apoio à prefeita e decidir a disputa com a destituição de Ataídes da presidência estadual do partido e nomeando exatamente Cinthia Ribeiro para o cargo, e entregando á ela a missão de se reeleger prefeita de Palmas.

 

APOIO NECESSÁRIO

Caso Ataídes venha a confirmar sua candidatura a prefeito pelo PP, será necessário que a senadora Kátia Abreu, presidente estadual do Partido, que o senador Irajá Abreu, presidente estadual do PSD e que o presidente estadual do PSB, Carlos Amastha, confirmem com todas as letras apoio à sua candidatura.

 

]só dessa forma Ataídes terá a seu favor três chapas de candidatos a vereador, um fundo partidário “gordo” e um grande tempo no Horário Eleitoral Gratuito de Rádio e TV.

 

Da mesma forma que, caso vença, terá que dividir a prefeitura e o prestígio com Kátia, Irajá e Amastha e seus correligionários.

 

PERFIL

Ataídes de Oliveira é natural de Estrela do Norte, Goiás, é empresário e político brasileiro filiado ao Progressistas (PP).

 

Seus negócio envolvem  consórcios, construção civil e revenda de veículos no Tocantins. Então filiado ao PSDB, elegeu-se nas eleições estaduais no Tocantins em 2010 como primeiro suplente de senador de João Ribeiro. Com a morte do titular, assumiu definitivamente a cadeira de senador em 23 de dezembro de 2013, cujo mandato irá até 31 de janeiro de 2019.

 

Em agosto de 2013 deixou o PSDB por divergências com governador tocantinense Siqueira Campos e filiou-se ao PROS.

 

Nas eleições no Tocantins em 2014, disputou o cargo de governador obtendo a terceira posição com 24.874 votos (3,54%), atrás de Marcelo Miranda (PMDB), que acabou eleito, e de Sandoval Cardoso (SD), que disputava a reeleição. Após as eleições, em 11 de dezembro, deixou o PROS e retornou as fileiras do PSDB, de onde foi destituído da presidência, este ano, filiando-se, novamente, ao PP.

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