Investigação de Lulinha: PF revela por que transferiu delegado que pediu quebra de sigilo

Posted On Terça, 19 Mai 2026 01:57
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Corporação afirma que transferência do inquérito para outra coordenação busca garantir “maior eficiência” em investigação no STF

 

 

Por Lídia Gabriella

 

 

A Polícia Federal afirmou nesta sexta-feira (15) que a transferência do delegado responsável pela investigação envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ocorreu para garantir “maior eficiência e continuidade” ao inquérito que apura supostas fraudes no INSS.

A mudança aconteceu após a saída do delegado Guilherme Figueiredo Silva, que havia solicitado a quebra de sigilo bancário de Lulinha durante a apuração conduzida no STF (Supremo Tribunal Federal).

 

Segundo a corporação, a nova área possui estrutura permanente voltada para investigações “sensíveis e complexas” em andamento no STF. A PF também afirmou que não houve alteração na equipe responsável pela condução das investigações.

 

Mudança provocou mudanças no STF

A troca do delegado provocou reação do ministro André Mendonça, que convocou uma reunião para pedir esclarecimentos à corporação.

 

Guilherme Figueiredo Silva era considerado peça central da investigação sobre supostos desvios milionários no INSS e participou de pedidos de medidas cautelares contra investigados ligados ao caso.

 

Foi durante sua atuação que a PF pediu a quebra de sigilo bancário de Lulinha, autorizada posteriormente pelo Supremo.

O que a investigação apura

 

O inquérito investiga suspeitas de fraudes estruturadas em benefícios previdenciários do INSS.

A Polícia Federal apura a atuação do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado pelos investigadores como um dos principais operadores do esquema.

 

Lulinha entrou na mira da investigação após depoimentos e análises financeiras que indicariam possível ligação indireta com pessoas investigadas. A defesa do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nega irregularidades e afirma que não houve prática ilícita.

 

A apuração segue sob supervisão do STF e novas diligências ainda podem ser realizadas.

 

Leia a nota na íntegra:

 

“A Polícia Federal esclarece que os inquéritos relativos à Operação Sem Desconto foram transferidos da Coordenação-Geral de Polícia Fazendária (CGFAZ/DICOR/PF), onde foram instaurados inicialmente, para a Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (CINQ/CGRC/DICOR/PF).

 

A transferência foi concebida para assegurar maior eficiência e continuidade às investigações, uma vez que a CINQ possui estrutura permanente voltada justamente à condução de operações sensíveis e complexas com tramitação perante o Supremo Tribunal Federal.

 

Ressalta-se que não houve alteração na equipe que conduz as investigações.”

 

 

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