Fabricação 100% nacional da vacina de Oxford/AstraZeneca deve começar no dia 15

Posted On Domingo, 09 Mai 2021 08:18
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Acordo de transferência de tecnologia foi acertado pela Fiocruz com a Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca Acordo de transferência de tecnologia foi acertado pela Fiocruz com a Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca

Fiocruz utilizará ingrediente farmacêutico ativo produzido no país

 

Com Agência Brasil

 

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) deverá começar a fabricar a vacina da Universidade de Oxford/AstraZeneca contra a covid-19 com o ingrediente farmacêutico ativo (IFA) produzido no Brasil em 15 de maio. A previsão foi feita pelo vice-presidente da instituição, Mario Moreira, em entrevista coletiva do Ministério da Saúde, em Brasília, nesta sexta-feira (7).

De acordo com o dirigente, a fundação está em condições de produzir e obteve a certificação de boas práticas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas ainda há procedimentos de avaliação a serem realizados, além do processo do registro definitivo do imunizante.

 

— Vamos ter que produzir lotes de validação acertados com procedimentos internacionais e a partir daí a gente já começa a produzir em escala industrial. Os testes deverão aguardar o registro definitivo da Anvisa. A expectativa é que em outubro tenhamos a liberação para entregar estes lotes produzidos de maio em diante — disse Moreira.

 

A produção com o IFA nacional é resultado de um acordo de transferência de tecnologia entre a Fiocruz e o consórcio formado pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca. Até o momento, as doses produzidas dependem de IFA importado da China.

 

A lentidão no envio dessas substâncias tem dificultado o andamento da imunização no Brasil. Na entrevista coletiva, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, foi perguntado sobre as ações para acelerar a liberação dos IFAs pela China diante do quadro da previsão do Instituto Butantan de cessar a produção da CoronaVac na semana que vem pela falta da matéria-prima, anunciada pelo diretor da instituição, Dimas Covas.

 

— O governo federal trabalha sempre junto com o Instituto Butantan. Estamos sempre junto com eles para monitorar o recebimento dos insumos. O ministro (Marcelo Queiroga) esteve presente hoje com o embaixador chinês (Yang Wanming). Estamos sempre conversando, quer com embaixada em Pequim ou com embaixador chinês no Brasil — disse o secretário executivo.

 

Contudo, Cruz acrescentou que o Ministério da Saúde não tem, ainda, informações do governo chinês quanto ao envio de mais IFAs.

 

 

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