Dimas de olho no Podemos e no Senado. Vicentinho Júnior mira o PSDB

Posted On Quarta, 04 Fevereiro 2026 10:43
Avalie este item
(0 votos)

Por Edson Rodrigues

 

 

O Observatório Político de O Paralelo 13 traz nesta análise os bastidores da sucessão estadual de 2026, num tabuleiro que começa a se movimentar com mais nitidez, ainda que envolto em disputas silenciosas, narrativas cruzadas e articulações em curso. No centro desse cenário estão nomes experientes da política tocantinense, que voltam a ocupar espaço nas conversas de Brasília e do estado.

 

Ex-prefeito de Araguaína por dois mandatos, conhecido como o “homem do chapéu” e o “professor de Deus”, Ronaldo Dimas se movimenta com discrição e método. Pré-candidato ao Senado pelo Podemos, Dimas realizou, há cerca de duas semanas, um giro pelo Tocantins com um objetivo costurar a formação de um grupo competitivo de lideranças para disputar as eleições proporcionais de 2026.

 

A estratégia passa pela filiação, após o dia 9 de fevereiro, de nomes com densidade eleitoral ao Podemos, fortalecendo a legenda no estado. Entre os nomes ventilados nos bastidores está o do empresário Dâmaso, figura conhecida da política tocantinense, ex-deputado estadual e federal e ex-integrante do primeiro escalão do governo estadual, que pode confirmar sua filiação ao partido.

 

 

Ronaldo Dimas, vale lembrar, já demonstrou força política ao eleger seu sucessor em Araguaína e hoje conta com o filho, Thiago Dimas, como deputado federal — peça central na engrenagem partidária que se desenha.

 

Disputa velada pelo controle do Podemos

 

 

Segundo apurou o Observatório Político, ao ser questionado sobre a possibilidade de o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, assumir a direção estadual do Podemos, a resposta do entorno de Dimas foi direta e sem rodeios.

 

A avaliação é de que Eduardo teria firmado um compromisso com a presidência nacional do partido antes mesmo de sua eleição como prefeito, compromisso que não teria sido cumprido até o momento. Por isso, segundo interlocutores, não haveria obrigação política da direção nacional em entregá-lo o comando estadual da legenda.

 

No xadrez partidário, pesa ainda o fato de que, em Brasília, o que tem valor efetivo para os partidos é o mandato de deputado federal — cargo hoje ocupado por Thiago Dimas. O grupo liderado por Ronaldo Dimas aguarda justamente o dia 9 de fevereiro para, com o nome do deputado chancelado, avançar nas filiações de outras lideranças estratégicas.

 

 

Entre elas, aparece o ex-prefeito de Palmas Carlos Amastha, que desponta como pré-candidato a deputado federal pelo Podemos. Amastha deverá se desincompatibilizar do cargo de secretário da gestão Eduardo Siqueira em 4 de abril de 2026, abrindo caminho formal para a disputa.

 

Ronaldo Dimas também confirma contar com o apoio político do atual prefeito de Araguaína, Wagner Rodrigues, ressaltando que o único compromisso de Wagner com o deputado Alexandre Guimarães seria restrito à disputa para a Câmara Federal.

 

O Observatório tentou contato com Ronaldo Dimas para ouvir sua versão direta sobre os movimentos, mas não obteve retorno até o fechamento desta análise.

 

Vicentinho Júnior e o PSDB: articulação nacional e possível troca de partido

 

 

Enquanto o Podemos se organiza, outro movimento chama atenção: o do deputado Vicentinho Júnior. Ao lado do deputado Toinho Andrade e de prefeitos aliados, Vicentinho participou de uma reunião em Brasília com o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, além de lideranças tucanas no Congresso.

 

Segundo relatos de bastidores, tudo teria sido alinhado para viabilizar a desfiliação de Vicentinho do PP, em acordo com o presidente nacional da legenda, Ciro Nogueira. A expectativa é que a decisão seja formalizada nos próximos dias, abrindo caminho para que Vicentinho Júnior se filie ao PSDB e assuma a presidência estadual do partido.

 

Cinthia Ribeiro no centro das especulações

 

 

Outro nome que entra no radar das articulações tucanas é o da ex-prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro. Ela deverá ser formalmente convidada a disputar uma vaga de deputada federal pelo PSDB.

 

Aliados defendem que, se Cinthia não for considerada um nome viável para presidir o partido no estado, tampouco faria sentido descartá-la como candidata competitiva ao Legislativo federal. Ao mesmo tempo, seu nome também aparece em conversas paralelas envolvendo outras legendas.

 

PSD de Irajá e o jogo sucessório

 

No PSD, os movimentos também seguem intensos. O partido já trabalha com a pré-candidatura do vice-governador Laurez Moreira ao governo do estado, enquanto o senador Irajá Silvestre aparece como nome natural à reeleição.

 

Nos bastidores, há ainda especulações sobre a possível movimentação de Cinthia Ribeiro para o PSDB e até mesmo sobre seu nome como alternativa ao Senado, dependendo das composições que venham a se consolidar até 4 de abril, data-chave do calendário político.

 

O que é fato e o que ainda é narrativa

 

 

É importante registrar que todas as informações sobre mudanças no comando do PSDB partem, até o momento, de conversas de bastidores em torno do deputado Vicentinho Júnior. Não há, até agora, qualquer decisão oficial da cúpula nacional do PSDB.

 

Formalmente, Cinthia Ribeiro segue na presidência estadual do partido, inclusive mantendo conversas com detentores de mandato na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa para possíveis filiações, caso permaneça no comando da legenda no Tocantins.

 

O Observatório Político de O Paralelo 13 segue acompanhando cada capítulo desse enredo e volta a qualquer momento assim que a direção nacional do PSDB oficializar qualquer decisão.

 

Até breve.

 

 

{loadposition compartilhar} {loadmoduleid 252}