Da Assessoira
Durante agenda da XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, realizada nesta terça-feira, 19, no Congresso Nacional, o vice-presidente do Senado e presidente do PL Tocantins, Eduardo Gomes participou de reunião com prefeitos, prefeitas e parlamentares da bancada federal do Tocantins para discutir ações voltadas ao fortalecimento dos municípios e avanços para o desenvolvimento do Estado.
O encontro contou com a presença da senadora Professora Dorinha Seabra, além de deputados federais, gestores municipais e lideranças políticas do Tocantins que estão em Brasília participando da mobilização nacional promovida pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), que segue até esta quarta-feira, 20. Antes da reunião, Eduardo Gomes também participou de um café da manhã com prefeitos e lideranças tocantinenses. Na noite desta terça-feira, ainda está prevista uma confraternização com prefeitos e prefeitas do Estado.
União da bancada e defesa do municipalismo
Em seu discurso, Eduardo Gomes destacou a importância da união da bancada federal em defesa das pautas municipalistas e relembrou a atuação do ex-senador João Ribeiro como referência no fortalecimento da relação entre os municípios e o Congresso Nacional.
O senador também enfatizou entregas realizadas para os municípios tocantinenses, entre elas a destinação de veículos para ações sociais. Segundo ele, a partir da próxima semana serão entregues 56 caminhonetes aos municípios do Tocantins, destinadas diretamente às áreas de assistência social.
Investimentos e articulação institucional
Outro ponto destacado por Eduardo Gomes foi a atuação conjunta da bancada federal na consolidação do orçamento impositivo, na ampliação de investimentos federais para os municípios e em conquistas estruturantes para o Estado, como a implantação da superintendência da Codevasf no Tocantins, a expansão do Programa Calha Norte e a criação da Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT).
“O recurso do município é do município. Essa mão nunca assinou mudança de destinação de recurso de prefeitura por posição partidária. O nosso compromisso sempre foi com os municípios e com a população do Tocantins”, afirmou o senador durante a reunião.
Ao final do encontro, Eduardo Gomes também falou sobre os desafios futuros e defendeu a continuidade do trabalho político em parceria com os municípios. “É preciso continuar ousando e buscando o espaço que o Tocantins merece no cenário nacional”, declarou.
Prefeitos declaram apoio à reeleição
Durante a agenda em Brasília, prefeitos manifestaram apoio à reeleição do senador. O prefeito de Talismã, Flávio Cristo Rei, afirmou “Estou apoiando o nosso senador Eduardo Gomes. Quem fez, fez. Quem não fez, não faz mais. Vamos juntos”.
O prefeito de Cariri do Tocantins, Tetin, declarou “O meu apoio é totalmente do senador Eduardo Gomes. Cariri está com Eduardo Gomes”.
A prefeita de Gurupi, Josi Nunes, também reforçou a parceria institucional com o senador. “Eduardo Gomes é um grande companheiro de Gurupi. Na nossa gestão, eu tenho o prazer de ter a sua mão amiga no município. Agora, nessas eleições, ele está reconduzindo ao Senado e Gurupi estará presente nessa sua grande vitória”, concluiu.
Com a chegada dos policiais, a autora tentou engolir o documento falso apresentado
Por Rogério de Oliveira
Na tarde desta quinta-feira, 7, policiais civis da 68ª Delegacia de Miracema do Tocantins, coordenados pelo delegado Clecyws Antônio de Castro Alves, prenderam uma mulher de iniciais D.A.N.G.S., de 47 anos pela prática, em tese dos crimes de uso de documento falso, estelionato e fraude processual.
De acordo com a autoridade policial, por volta das 13h, a Polícia Civil foi solicitada a comparecer até a agência da Caixa Econômica Federal de Miracema, onde uma mulher estaria tentando cadastrar a biometria a fim de efetuar saques da ordem de R$ 100 mil reais em uma conta bancária. Inicialmente, o procedimento começou de forma normal, mas na hora de cadastrar a biometria, a mulher apresentou nervosismo, o que chamou a atenção de funcionários da instituição bancária.
Após uma análise superficial, ficou constatado que a foto no documento de identidade apresentado pela mulher divergia da titular da conta, e que ele, na verdade, estava tentando aplicar um golpe. Desse modo, os policiais civis foram chamados.
Tentou engolir o documento
Um fato inusitado chamou a atenção dos policiais civis. Ao chegarem ao banco, notaram que a mulher ainda mastigava o RG, falso que havia apresentado, No entanto, ela não conseguiu engolir todo o documento, apenas uma parte, e cuspiu a outra parte que foi apreendida. Diante dos fatos, ela foi presa e conduzida até a sede da 10ª Central de Miracema, onde foi autuada em flagrante pelos crimes acima mencionados.
Confessou
Em sede policial, a mulher confessou que o documento era falso e que ele tinha vindo do estado do Rio de Janeiro, juntamente com mais dois indivíduos, para movimentar contas bancárias de terceiros e fazer transações bancárias. Ela afirmou inclusive, que receberia 20% do total de saldo que estivesse depositado na conta que tentou movimentar.
Após a realização dos procedimentos legais cabíveis, ela foi entregue à custódia do Sistema Prisional à disposição do Poder Judiciário. O delegado Clecyws destaca que a pronta intervenção da Polícia Civil foi primordial para que a mulher fosse presa no momento em que tentava aplicar o golpe.
“A rápida intervenção da Polícia Civil resultou na prisão dessa mulher, que claramente fazia parte de um esquema para praticar estelionato a fim de obter lucros fraudando contas bancárias alheias. Agora, as investigações se concentrarão no sentido de desvendar todas as circunstâncias dos crimes e localizar os dois homens que a acompanhavam na empreitada criminosa que foi frustrada pela PCTO”, disse.
Ação apura desvio de recursos em sociedade agropecuária familiar; documentos, veículos e dinheiro foram apreendidos em Divinópolis
Por Rozeane Feitosa
A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 55ª Delegacia de Polícia de Divinópolis do Tocantins, deflagrou nesta terça-feira, 5, a Operação Laços Quebrados para cumprir mandados judiciais em uma investigação que apura fraudes milionárias em uma sociedade familiar no ramo da agropecuária, no município de Divinópolis. Os crimes investigados incluem estelionato, falsidade ideológica, uso de documento falso, apropriação indébita, organização criminosa e lavagem de capitais.
A operação contou com apoio das 61ª, 62ª e 63ª Delegacias de Polícia de Paraíso do Tocantins, além das unidades da 57ª Delegacia de Polícia de Pium e 59ª Delegacia de Polícia, e de oito policiais do Grupo de Operações Táticas Especiais (Gote). As equipes atuaram simultaneamente em endereços na zona urbana e rural do município, com o objetivo de evitar a destruição de provas.
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão foram recolhidos documentos, equipamentos eletrônicos, dinheiro em espécie, objetos de valor e dois veículos. Também foram realizadas diligências em propriedades rurais e imóveis ligados aos investigados.
Conforme a investigação, o caso envolve uma sociedade entre irmãos que adquiriram fazendas na região de Divinópolis. Com o passar dos anos, um dos integrantes, teria realizado contratos fraudulentos com instituições financeiras, utilizando as propriedades como garantia sem o conhecimento dos outros sócios.
Segundo a apuração, os empréstimos ultrapassam R$ 21 milhões. Parte dos recursos, inicialmente vinculados à atividade agropecuária, teria sido desviada. Filhos do investigado são apontados como participantes do esquema, atuando como “laranjas”, além do envolvimento de uma contadora.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Bruno Monteiro Baeza, a operação busca reunir provas e interromper a movimentação financeira suspeita. “As medidas cumpridas hoje têm como foco reunir elementos que comprovem o esquema investigado, identificar a destinação dos valores e interromper a continuidade das práticas criminosas”, afirmou.
As investigações também indicam o uso de documentos e certificados digitais para viabilizar os contratos fraudulentos. Os agentes da Polícia Civil buscam agora identificar a movimentação financeira e a destinação dos valores obtidos.
As medidas judiciais autorizadas incluem a quebra de sigilo bancário e telemático dos investigados, com acesso a dados financeiros, registros de transações, informações de dispositivos e armazenamento em nuvem. A decisão também determinou o bloqueio de bens e valores até o limite de R$ 21 milhões.
Além disso, foi decretado a apreensão das safras já colhidas e das que ainda estão em produção nas propriedades vinculadas à sociedade. Empresas cerealistas foram notificadas para não repassarem o valores aos investigados e devem depositar o valor em conta judicial.
Os materiais apreendidos devem subsidiar a continuidade das investigações, que seguem sob sigilo de Justiça.
Ação ocorreu após investigação que identificou o autor de crime que causou repercussão no município
Por Hiago Muniz
Na manhã da última quarta-feira, 29, a Polícia Civil do Tocantins, por meio da 47ª Delegacia de Polícia de Guaraí, realizou a prisão em flagrante de um homem, identificado pelas iniciais D.B.C., de 22 anos, suspeito de envolvimento em uma série de furtos na cidade. A ação é resultado de intenso trabalho investigativo que identificou o indivíduo como autor de um furto de motocicleta ocorrido no dia 21 de março de 2026, crime que causou grande repercussão na comunidade local.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o homem empurrava a motocicleta em direção a um lote baldio. O veículo foi localizado posteriormente completamente destruído por um incêndio.
O suspeito foi preso no momento em que praticava um novo furto em um salão de beleza da cidade. No local, foram subtraídas duas maletas contendo semijoias, avaliadas em R$ 18.900,00.
O delegado responsável pelo caso, Joelberth Nunes de Carvalho, destaca que a prisão demonstra a resposta rápida da Polícia Civil diante de crimes que impactam diretamente a população. “A atuação investigativa permitiu identificar o autor e interromper a sequência de delitos, reforçando o compromisso da instituição com a segurança pública no município”, afirma.
Após os procedimentos legais, o homem foi encaminhado para a Unidade Prisional de Guaraí, onde permanece à disposição da Justiça.
Investigação aponta que indivíduo utilizava técnicas de phishing para capturar credenciais e lucrar com a venda de consultas ilegais
Por João Guilherme Lobasz
A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 6ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (6ª DEIC – Paraíso do Tocantins), prendeu no Paraguai o principal investigado de um esquema criminoso voltado à captura e uso indevido de credenciais de acesso a sistemas institucionais de segurança pública. A ação é fruto de uma investigação que iniciou a partir de uma campanha de phishing contra policiais civis do Tocantins.
O suspeito, que mora em Paranavaí, no Paraná, ao desconfiar que estava sendo investigado, tentou fugir atravessando a fronteira antes de ser capturado. Dois endereços dele em Paranavaí foram alvo de buscas. O computador usado nos crimes virtuais foi apreendido em sua residência, situada em um condomínio de luxo em Paranavaí. Uma arma de fogo calibre 9mm foi apreendida em sua empresa. Outras diligências investigativas seguem em andamento. Após ser preso, o detento foi entregue pela polícia paraguaia para autoridades da Polícia Federal do Brasil na fronteira e se encontra recolhido em uma unidade penal em Guaíra, no Paraná.
As apurações indicam que o investigado atua, ao menos, desde o ano de 2024 na captura de credenciais de policiais civis do Tocantins, por meio de campanhas de phishing — técnica de engenharia social utilizada para enganar usuários e obter dados de acesso, simulando o sistema da Secretaria de Segurança Pública do Tocantins. Entre 2024 e março de 2026, foram identificadas ao menos quatro campanhas desse tipo, sendo a mais recente no mês de março deste ano.
De posse dos logins e senhas obtidos de forma fraudulenta, o suspeito criou um ecossistema estruturado de diversos servidores virtuais que acessava de forma automatizada os sistemas policiais e realizava consultas de dados sigilosos de pessoas e veículos, que posteriormente eram comercializadas por meio de plataformas clandestinas na internet.
A investigação também identificou que ele administrava a infraestrutura necessária para o funcionamento destes sistemas clandestinos, que lucravam com a venda das consultas.

Durante o curso das investigações, foi apurado que o cibercriminoso possuía credenciais de policiais civis do Tocantins, e de policiais civis e militares de vários estados brasileiros, incluindo Piauí, Amazonas, Maranhão, Paraná e DETRANs de demais estados, além de outros sistemas institucionais. No Tocantins, estima-se que ao menos sete credenciais tenham sido comprometidas.
A Polícia Civil também apurou que o investigado utilizava serviços de anonimização VPN para dificultar sua identificação, simulando estar em países europeus, Oriente Médio e Ásia, o que evidencia o alto grau de sofisticação e planejamento das ações criminosas. Mesmo assim, a Polícia Civil do Tocantins, através de uma minuciosa investigação técnica no mundo virtual, conseguiu identificar o operador cibercriminoso do esquema.
As investigações apontam ainda que, em um período de aproximadamente 40 dias, entre os meses de março e abril de 2026, o suspeito pode ter obtido cerca de R$ 90 mil com a atividade ilícita. Com base na continuidade da prática desde pelo menos 2023, a estimativa é de que o lucro total projetado possa chegar a R$ 6 milhões. A Ordem Judicial determinou o bloqueio de bens e ativos financeiros do investigado em R$ 6 milhoes.
Além dos crimes relacionados à obtenção e comercialização ilegal de dados, o suspeito também é investigado por lavagem de capitais. Segundo apurado, ele teria constituído uma empresa de fachada, registrada como prestadora de serviços de análise de crédito, para dar aparência lícita aos valores obtidos com a atividade criminosa.
Para o delegado responsável pelo caso, Antônio Onofre Oliveira da Silva Filho, o caso é emblemático para as forças de segurança. “Essa operação demonstra a capacidade investigativa da Polícia Civil do Tocantins diante de crimes cibernéticos cada vez mais sofisticados. Mesmo tendo o investigado montado uma robusta infraestrutura de servidores virtuais (VPS) de consultas automatizadas, mediante uso de VPNs , mecanismos de anonimização de endereços IPs, e técnicas de engenharia social, conseguimos identificar o responsável pela manutenção da estrutura criminosa, provando que ninguém fica anônimo na internet.. Consideramos que este alvo possui uma extrema periculosidade social, pois vendia dados sigilosos de órgãos de segurança pública, inclusive para o crime organizado”.
As diligências também revelaram que o investigado ostentava elevado padrão de vida nas redes sociais, tendo adquirido imóveis de alto padrão, com recursos provenientes das práticas ilícitas.
A Polícia Civil do Tocantins destaca que o uso indevido de credenciais institucionais representa grave risco à segurança pública, especialmente quando envolve acesso a bases de dados sensíveis. As investigações seguem em andamento com o objetivo de identificar outros envolvidos e ampliar o alcance das medidas judiciais cabíveis.
O nome da operação, ROLLBACK, faz alusão a técnica utilizada por administradores de banco de dados para desfazer uma transação realizada em um banco de dados, retornando a anterior integridade, como no caso da investigação, restabelecendo a integridade dos bancos de dados da Segurança Pública.
A ação deflagrada faz parte da Operação RENORCRIM, no âmbito do Ministério da Justiça e Segurança Pública, tendo sido deflagrada pela 6ªDEIC/Paraíso, com apoio da DRACCO, 67ªDP, Diretoria de Inteligência Policial -DIP/PCTO, SIE-SSP-TO, Delegacia de Estelionato de Maringá e 8ªSubdivisão Policial de Paranavaí, ambas da Polícia Civil do Paraná, CISPPA-FIG/MJ e da Direção Contra o Crime Organizado da Polícia do Paraguai e da Polícia Federal do Brasil.