Interlocutores creem que disputa será mais difícil do que a de 2022
Por Ana Isabel Mansur
Aliados do presidente Lula acreditam que a eleição deste ano será mais difícil do que a de 2022, quando o petista superou Jair Bolsonaro nas urnas por uma pequena diferença — 1,8% a mais de votos válidos, cerca de 2,1 milhões de eleitores.
A análise considera o cenário mundial e o contexto brasileiro. Na visão de interlocutores, será a primeira eleição internacional para o PT, o que inclui “enfrentar” o governo de Donald Trump.
Esses aliados usam as eleições legislativas na Argentina, em outubro, para exemplificar a avaliação. Sob o risco de o partido de Javier Milei ter mau desempenho, Trump desembolsou US$ 20 bilhões, o que garantiu a vitória da legenda.
Além do fator externo, petistas avaliam que o papel das redes sociais nas eleições deste ano será ainda maior do que no último pleito, visto o episódio conhecido como a crise do Pix, que gerou desgaste no governo e fez o Executivo voltar atrás em iniciativas ligadas ao método de pagamento.
Interlocutores de Lula argumentam, portanto, que vão enfrentar o governo americano “fazendo campanha contra”. Por fim, completam que o interesse de Trump na América Latina nunca foi tão escancarado.