Por: Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
O calendário eleitoral não admite improvisos. Como lembram especialistas, “na legislação eleitoral, datas são fatos, não há elástico”. É nesse contexto que o Partido dos Trabalhadores (PT) nacional, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem apenas 16 dias para definir se a ex-senadora e ex-ministra Kátia Abreu será oficializada como candidata ao governo do Tocantins. Atualmente, Kátia ocupa assento no conselho da JBS, representando o BNDES.
CENÁRIO DE DISPUTA

Caso o PT confirme o nome de Kátia Abreu, o espaço político se estreita diante de adversários já posicionados no processo sucessório. Entre eles estão a senadora e professora Dorinha Seabra, apoiada pelo Palácio Araguaia; o senador Eduardo Gomes, presidente do PL; e Carlos Gaguim, do PP. Todos se colocam como oposição ao Palácio do Planalto. Soma-se ainda o pré-candidato Vicentinho Júnior, do PSDB, partido de oposição tanto no Congresso Nacional quanto no Tocantins, que mantém histórico de enfrentamento ao PT.
A ESTRATÉGIA DE LAUREZ MOREIRA

Outro nome em destaque é Laurez Moreira, pré-candidato pelo PSD e PDT. Em entrevista ao Observatório Político do Paralelo 13, ele foi categórico: “Meu palanque e minha candidatura não serão de direita, muito menos de esquerda. Não vou nacionalizar minha campanha”. Laurez aposta no crescimento após o início do horário eleitoral gratuito e nos debates, acreditando que o eleitor indeciso será decisivo para ampliar sua presença nas pesquisas até as convenções partidárias, previstas para 4 de julho.
EXPECTATIVA E MONITORAMENTO

O Observatório Político do Paralelo 13 acompanha de perto os movimentos do PT, especialmente dos pré-candidatos proporcionais, que aguardam a confirmação de Kátia Abreu como escolha do Palácio do Planalto e da cúpula nacional do partido. A expectativa é compartilhada tanto pelas oposições quanto pelos próprios petistas tocantinenses.
Os próximos 16 dias serão monitorados com atenção. Caso seja publicada no Diário Oficial da União a renúncia de Kátia Abreu do conselho da JBS por interesse particular, isso abrirá caminho para sua candidatura ao governo, consolidando um palanque para Lula em sua campanha pela reeleição. A dúvida que paira é: se Kátia não for a escolhida, quem ocupará esse espaço?
REPERCUSSÕES POLÍTICAS

Vale lembrar que o governador Wanderlei Barbosa apoiou a candidatura da então deputada federal Dorinha Seabra ao Senado, em disputa que derrotou Kátia Abreu, que acreditava ter o apoio do Palácio Araguaia, mas foi descartada após a candidatura do seu filho, Irajá Abreu. Uma eventual candidatura da ex-senadora ao governo, portanto, promete enriquecer os debates e intensificar a disputa entre os pré-candidatos, colocando frente a frente as duas adversárias políticas para um novo e interessante embate nas urnas.
SIRENE DE ALERTA

Enquanto isso, já há pré-candidaturas com a língua pra fora... Gastaram muito e já estão recorrendo a agiotas. Isso é bom salientar: ainda faltam mais 60 dias para as convenções. Se não conseguirem “cascalhos” para chegar até lá, é caixão e vela preta.
Por outro lado, há os “pavões misteriosos” de olho nos pré-candidatos que não estão conseguindo cumprir compromissos na base. O “troca-troca” e a mudança de candidatos se aproximam, traições também. Agora, não existe amizade ou simpatia: quem não honrar compromissos nas bases e com prestadores de serviço, é caixão e vela preta.
Neste jogo, vale quem cumpre palavra e compromisso.
O Observatório Político do Paralelo 13 reafirma seu compromisso em acompanhar cada passo desse processo, destacando que a definição do PT será crucial para o cenário político tocantinense.
Um abraço do Observatório Político do Paralelo 13, desejando boa sorte aos tocantinenses neste debate democrático.