Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
A sucessão estadual de 2026 entra em uma fase decisiva e, mais uma vez, Porto Nacional ocupa uma posição estratégica no tabuleiro político tocantinense. Na avaliação do Observatório Político de O Paralelo 13, poucos municípios exercem tanta influência sobre uma região inteira quanto Porto Nacional. Mais do que o quarto maior colégio eleitoral do Tocantins, a cidade funciona como uma verdadeira caixa de ressonância política da região central do Estado.
Ao seu redor estão dez municípios que mantêm forte ligação econômica, comercial, educacional, bancária e de serviços públicos com Porto Nacional. Somados, esses municípios representam um universo eleitoral superior a 84 mil eleitores, capaz de influenciar diretamente o resultado das eleições para governador e para o Senado.
Em um Estado que possui 1.182.767 eleitores, qualquer candidato que pretenda vencer a disputa majoritária precisa compreender o peso político da região central.
UM COLÉGIO ELEITORAL QUE MERECE SER OUVIDO

Porto Nacional possui 47.207 eleitores. Mas sua influência vai muito além desse número. Os municípios de Fátima, Oliveira de Fátima, Santa Rita do Tocantins, Brejinho de Nazaré, Ipueiras, Silvanópolis, Pindorama do Tocantins, Santa Rosa do Tocantins, Ponte Alta do Tocantins e Monte do Carmo mantêm Porto Nacional como referência regional.
São cidades que dependem da estrutura portuense para atendimento hospitalar, comércio, serviços bancários, educação superior e atividades administrativas.
Na prática, trata-se de uma região que compartilha os mesmos desafios e acompanha de perto as decisões tomadas em Porto Nacional. Por isso, quem dialoga com Porto Nacional dialoga, ao mesmo tempo, com toda uma região estratégica do Tocantins.
AS DEMANDAS CONTINUAM AS MESMAS
Ao observar o sentimento predominante entre lideranças comunitárias, representantes classistas e diversos segmentos da sociedade, o Observatório Político de O Paralelo 13 identifica uma cobrança recorrente: Porto Nacional quer ser mais ouvida durante o processo eleitoral.
Entre as principais reivindicações frequentemente apontadas estão a pavimentação do Parque Industrial, considerada fundamental para atrair novos investimentos e ampliar a geração de empregos; a duplicação da rodovia que liga Porto Nacional a Palmas, uma obra aguardada há anos e considerada estratégica para a mobilidade e o desenvolvimento regional; e a construção de um novo Hospital Regional, diante do crescimento da demanda por atendimento especializado.
Independentemente das responsabilidades administrativas de cada esfera de governo, essas obras permanecem no centro das discussões da sociedade portuense.
A HORA DA PRESTAÇÃO DE CONTAS

As eleições também representam um momento de prestação de contas.
Na avaliação do Observatório Político de O Paralelo 13, candidatos ao Governo, ao Senado, à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa precisarão apresentar à população de Porto Nacional não apenas novas propostas, mas também um balanço da atuação de seus mandatos e dos compromissos assumidos com o município.
O eleitor deseja saber quais investimentos foram destinados à cidade, quais projetos avançaram e quais demandas permanecem pendentes. Mais do que discursos, a população espera respostas concretas.
A REGIÃO CENTRAL PODE DECIDIR A ELEIÇÃO

Em disputas equilibradas, cada voto ganha importância ainda maior. A região central do Tocantins reúne um eleitorado expressivo, distribuído entre municípios historicamente conectados a Porto Nacional.
São eles:
• Porto Nacional — 47.207 eleitores
• Ponte Alta do Tocantins — 5.662
• Monte do Carmo — 5.120
• Silvanópolis — 4.862
• Santa Rosa do Tocantins — 4.259
• Brejinho de Nazaré — 4.224
• Fátima — 3.991
• Pindorama do Tocantins — 3.715
• Santa Rita do Tocantins — 2.128
• Ipueiras — 1.995
• Oliveira de Fátima — 1.694
Juntos, esses municípios formam um importante corredor eleitoral, cuja influência ultrapassa os limites geográficos de Porto Nacional.
O TEMPO DA ESCUTA

O calendário eleitoral avança rapidamente.
As convenções partidárias definirão oficialmente as candidaturas e, em seguida, começará a campanha nas ruas.
Na avaliação do Observatório Político de O Paralelo 13, este é o momento para que os candidatos deixem os gabinetes, percorram os municípios e conversem diretamente com a população.
Porto Nacional não reivindica privilégios. Reivindica prioridade. Quer participar do debate sobre o futuro do Tocantins. Quer apresentar suas demandas. E quer ser tratada como protagonista de uma região que desempenha papel decisivo no desenvolvimento econômico, educacional e social do Estado.
Em uma eleição que promete ser uma das mais disputadas da história recente do Tocantins, ignorar Porto Nacional e sua região de influência pode significar abrir mão de um dos mais importantes polos eleitorais do Estado.
E, como costuma afirmar o Observatório Político de O Paralelo 13, quem pretende governar o Tocantins precisa, antes de tudo, aprender a ouvir Porto Nacional.