Três Anos de Contrato, Três Anos de Exploração: A Vergonha da Ipanema no Tocantins
Da Assessoria
A empresa Ipanema, contratada para garantir a vigilância em hospitais e unidades de saúde do Estado do Tocantins, tornou-se sinônimo de descaso, exploração e indignidade. Há mais de três anos, os vigilantes que deveriam ser respeitados como pilares da segurança pública convivem com atrasos salariais, falta de pagamento do vale-alimentação e violações sistemáticas de seus direitos. O que deveria ser exceção virou rotina: o trabalhador nunca sabe se receberá em dia, e a dignidade da categoria é tratada como algo descartável.
É um verdadeiro escândalo que uma empresa que lucra com contratos públicos trate seus funcionários como invisíveis. A cada greve, os vigilantes da Ipanema não apenas cruzam os braços: eles denunciam ao Estado e à sociedade que esta”o sendo explorados, que sua sobrevivência é colocada em risco, que sua dignidade é pisoteada. A cada paralisação, o que se vê é o retrato da negligência e da omissão de um poder público que, ao invés de fiscalizar e punir, fecha os olhos e permite que a exploração continue.
Três anos de contrato sem mudanças não são apenas um problema administrativo: são um insulto à dignidade humana. É a prova de que o Estado do Tocantins tem sido cúmplice de uma empresa que falha em cumprir sua obrigação mais básica — pagar em dia aqueles que arriscam suas vidas para proteger a saúde pública. O silêncio e a passividade do poder público transformam a injustiça em rotina e a exploração em política.
Os vigilantes da Ipanema não pedem favores, pedem respeito. Não exigem privilégios, exigem direitos. O salário e o vale-alimentação não são concessões: são conquistas garantidas por lei e que deveriam ser honradas sem questionamento. A cada dia de atraso, a empresa rouba não apenas o dinheiro do trabalhador, mas também sua tranquilidade, sua dignidade e sua capacidade de sustentar sua famílía.
É hora de dizer basta. A sociedade tocantinense precisa ermergar que cada greve é um grito de indignação, um alerta de que a exploração não pode ser normalizada. A Ipanema não pode continuar a tratar seus vigilantes como invisíveis. O Estado não pode continuar a ser cúmplice desse crime social. A dignidade não é negociável. O respeito não é opcional. E a justiça não pode ser eternamente adiada.