Em votação secreta, 42 senadores se manifestaram contra a aprovação de Messias para o STF, e 34 foram a favor do indicado por Lula. Eram necessários 41 senadores favoráveis.
POR CAROLINA LINHARES, AUGUSTO TENÓRIO E ISADORA ALBERNAZ
O Senado impôs uma derrota histórica ao presidente Lula (PT) e rejeitou a indicação de Jorge Messias, 46, ao STF (Supremo Tribunal Federal).
A decisão é resultado de uma uma queda de braço entre o Congresso e Palácio do Planalto, somada a um longo processo de desgaste da cúpula do Judiciário e de um fortalecimento da direita no cenário que antecede as eleições.
Em votação secreta, 42 senadores se manifestaram contra a aprovação de Messias para o STF, e 34 foram a favor do indicado por Lula. Eram necessários 41 senadores favoráveis.
Na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, Messias havia sido aprovado por 16 votos a 11, depois de passar por cerca de oito horas de sabatina. O placar na CCJ foi o mais apertado desde a redemocratização. Flávio Dino marcou 17 a 10 votos, André Mendonça teve 18 a 9 e Gilmar Mendes, 16 a 6.
Messias fez um intenso trabalho para cortejar parlamentares de direita ao reforçar o fato de ser evangélico e sinalizou a senadores que concordava com a redução das tensões entre o STF e o Congresso, mas os apelos não foram suficientes para superar as tensões entre os dois lados.
O episódio inaugura uma grave crise entre Executivo e Legislativo. Foi a primeira vez que Senado rejeitou a indicação de um presidente da República para o STF desde 1894, quando cinco nomes escolhidos por Floriano Peixoto para o tribunal foram barrados.
A derrubada de Messias foi patrocinada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Ele defendia a escolha de seu aliado Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para o STF e dificultou a aprovação de Messias.

A pressão de Alcolumbre abriu um embate entre o Senado e Lula. O presidente da República contrariou o parlamentar e insistiu na escolha de um nome de sua confiança -uma vez que Messias é ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), trabalhou para a ex-presidente Dilma Rousseff e tem proximidade com o PT.
A disputa se intensificou quando Alcolumbre passou a trabalhar nos bastidores para angariar votos contra Messias. Sem um gesto favorável por parte de Alcolumbre, que influencia boa parte dos votos do Senado, o indicado de Lula não alcançou o mínimo necessário, mesmo tendo pedido apoio e se apresentado a 78 dos 81 senadores.
Para aliados de Alcolumbre, o resultado é uma exibição de força do senador. Ele deu demonstrações que tem grande influência sobre a Casa e um recado de que as escolhas do governo precisam ser negociadas com ele.
A cinco meses da eleição presidencial, o petista, que enfrenta um clima mais hostil na Câmara, perdeu também a governabilidade no Senado.
O resultado desta quarta também foi interpretado pelo grupo de Alcolumbre como um reflexo do fortalecimento da candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Seu crescimento nas pesquisas deu fôlego à direita para enfrentar tanto o governo Lula como ministros do STF, que estavam engajados na campanha a favor de Messias.
Flávio declarou voto contrário ao indicado de Lula e, durante a sabatina, questionou Messias sobre a conduta de ministros do STF, em especial a atuação do ministro Alexandre de Moraes no julgamento da tentativa de golpe que condenou o pai do senador, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Outros senadores de oposição disseram abertamente que o Congresso deveria rejeitar Messias para adiar a ocupação da vaga, citando o cenário eleitoral e as chances de vitória da direita como justificativas.
Além da derrota de Lula, a rejeição a Messias é vista por parte dos senadores como um recado ao tribunal, alvo de pedidos de impeachment que nunca foram liberados para votação por Alcolumbre.

Antes da rejeição ao nome de Messias, os placares mais apertados nas votações de indicados para o STF haviam sido os de André Mendonça (governo Jair Bolsonaro) e Flávio Dino (governo Lula 3), que tiveram 47 votos favoráveis.
Nos dias que antecederam a votação, o Palácio do Planalto entregou emendas e cargos em agências reguladoras a senadores. Também foram feitas trocas na composição da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) para deixá-la mais governista na sabatina. Mas os esforços foram em vão.
Há dez anos, após Messias se tornou nacionalmente conhecido como “Bessias” por causa de um telefonema de Dilma Rousseff (PT) grampeado e divulgado pela Operação Lava Jato enquanto se desenrolava o impeachment da ex-presidente.
Como mostrou a Folha de S. Paulo, a aprovação de Messias era incerta e, na véspera da votação, o governo ainda contava voto a voto e previa um placar apertado, com cerca de 45 senadores favoráveis. A articulação envolveu ainda negociação de cargos de agências reguladoras, liberação de emendas e a substituição de membros de oposição na CCJ.
Até o último momento, Alcolumbre não cedeu aos apelos de emissários de Lula e de Messias para que fizesse o gesto de receber formalmente o indicado.
Como revelou a coluna Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, Alcolumbre e Messias se encontraram apenas em uma ocasião, na casa do ministro Cristiano Zanin, na semana passada. Em uma breve conversa, o indicado pediu apoio do chefe do Senado, que se comprometeu apenas a seguir o rito da votação e garantir um ambiente tranquilo.
O dilema com Alcolumbre impôs a Messias o mais longo processo de indicação entre os atuais ministros da corte considerando o momento em que sua escolha foi divulgada, em novembro.
Na época, o presidente do Senado trabalhava para derrotar o indicado, que só teve seu nome enviado formalmente à Casa em 1º de abril, quando a relação entre o Planalto e Alcolumbre estava mais azeitada.
Pacheco, por sua vez, tentou ajudar Messias, segundo a avaliação de aliados do ministro. O senador deve concorrer ao Governo de Minas Gerais com o apoio de Lula e deu declarações públicas favoráveis ao advogado-geral.
Messias contou ainda com a articulação feita por seus futuros colegas, como André Mendonça, Kassio Nunes Marques, Gilmar Mendes e Zanin. Líderes religiosos de diferentes igrejas também declararam apoio ao indicado, que é evangélico.
A sabatina ocorreu em meio ao acirramento da crise entre STF e Senado e tendo o escândalo do Banco Master como pano de fundo. Congressistas, principalmente da oposição bolsonarista, veem a corte exacerbando seus poderes e tentam enquadrar os ministros com pedidos de impeachment e CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito). Do outro lado, integrantes do Supremo miram os desafetos políticos com investigações.
Os argumentos de que a indicação de Messias não representava pacificação entre os Poderes e de que sua rejeição poderia ser uma resposta necessária do Senado foram usados por bolsonaristas que declararam voto contrário.
O bloco de oposição declarada ao AGU reuniu cerca de 30 senadores, principalmente do PL, Novo, Republicanos e PP. Mesmo evangélicos da direita afirmaram que votariam contra por verem Messias mais alinhado ao PT do que ao conservadorismo.
Na tentativa de evitar a derrota, Messias buscou se desvencilhar da imagem de petista ideológico e se apresentar como um técnico para ser aprovado ele não é filiado ao PT, mas tem a confiança de Lula.
Messias foi procurador do Banco Central, procurador da Fazenda, consultor jurídico dos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação, subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil no governo Dilma e chefe de gabinete do senador Jaques Wagner (PT-BA), antes de assumir a chefia da AGU no governo Lula 3.
Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
O Tocantins atravessa um momento delicado e decisivo. A política, que deveria ser instrumento de construção coletiva, ameaça se tornar obstáculo ao desenvolvimento. O afastamento temporário do governador Wanderlei Barbosa, sem qualquer indiciamento ou processo judicial, já havia exposto a tensão entre os poderes. Nesse episódio, coube ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Amélio Cayres, exercer papel de guardião do equilíbrio institucional, conduzindo o Legislativo com firmeza e respeito às quatro linhas da democracia. Mesmo diante de divergências, governo e Assembleia mantiveram a legalidade e a estabilidade política.
Agora, porém, o risco é ainda maior: a perda de R$ 56 milhões do BNDES, recursos não reembolsáveis do Fundo Amazônia, destinados a projetos estruturantes para o Estado. O contrato precisa ser assinado até 18 de abril de 2026, sob pena de cancelamento da operação. Esses valores têm destinação clara e estratégica: R$ 22 milhões para análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR), fundamental para o agronegócio; R$ 10 milhões para modernização do Naturatins; R$ 7 milhões para apoio a pequenos produtores via Ruraltins; e R$ 4 milhões para reforço do Batalhão Ambiental. Trata-se de investimentos que fortalecem a produção, a sustentabilidade e a fiscalização ambiental, sem custo adicional para o Estado.
O governador Wanderlei Barbosa e o secretário de Meio Ambiente, Marcello Lelis, já fizeram apelos públicos. “Não podemos nem sonhar em perder R$ 56 milhões”, disse Lelis, alertando para o prejuízo que a demora causa ao setor produtivo e à credibilidade do Tocantins junto ao BNDES. O próprio banco, em carta oficial, deixou claro que pode rever ou cancelar a operação caso o contrato não seja assinado dentro do prazo.
RESPONSABILIDADE POLÍTICA

Deputado Jorge Frederico
É legítimo que a oposição fiscalize, cobre transparência e questione os rumos da gestão. Esse é o papel democrático que fortalece o Estado. Mas obstruir a tramitação de um projeto que traz benefícios diretos à população, por meio de manobras em comissões, é um ato que ultrapassa os limites da responsabilidade política. Não se trata de apoiar ou rejeitar um governo, mas de garantir que o Tocantins não perca uma oportunidade única de investimento.

Deputado Olinto Neto
A Assembleia Legislativa já demonstrou maturidade em aprovar empréstimos que viabilizaram obras estruturantes, como a ponte sobre o Rio Tocantins em Porto Nacional, além de outros financiamentos que impulsionaram o desenvolvimento. É hora de repetir esse gesto de grandeza. O presidente Amélio Cayres, que já se mostrou capaz de conduzir momentos de crise com equilíbrio, precisa novamente liderar o entendimento, cobrando celeridade às Comissões que, comandadas por adversários políticos do governo, travam a tramitação do pedido e, finalmente, colocar o Tocantins acima de disputas pessoais ou de grupos.
A situação é clara: a oposição deve ser firme na fiscalização, mas não pode ser cega, irresponsável ou frágil. O povo tocantinense espera de seus representantes não apenas vigilância, mas também compromisso com o futuro. Perder R$ 56 milhões de graça seria um retrocesso inaceitável. O Tocantins precisa de humildade, diálogo e responsabilidade para destravar esse impasse e assegurar que os recursos cheguem onde são necessários.
A Família O Paralelo 13 não acredita que a oposição ao governo Wanderlei Barbosa seja, também, uma oposição aos interesses do Estado e da sua boa gente. O Tocantins não pode ser refém de vaidades políticas.
É hora de colocar o Tocantins acima de tudo.

A família O Paralelo 13 vem, por meio deste editorial, reafirmar que ninguém conseguirá interferir em nossa linha editorial, que sempre foi pautada no respeito, na ética e no compromisso com a verdade. Seguimos firmes, sustentados pela liberdade de expressão e dentro dos limites constitucionais.
Acreditamos que os homens e mulheres que estarão na disputa por um mandato tenham respeito pelo povo e pelos eleitores. Vivemos um momento em que, após mais de 20 anos, o Tocantins enfrenta um histórico de instabilidade, com governadores que não concluíram seus mandatos e foram afastados, cassados ou presos.
Agora é o momento do bom debate, das boas ideias, das obras estruturantes, da industrialização, do fortalecimento das escolas técnicas, da segurança pública efetiva e da profissionalização da nossa juventude. O Tocantins precisa de continuidade em sua estabilidade financeira, com respeito à Lei de Responsabilidade Fiscal, e de uma gestão comprometida com o cuidado da população e do funcionalismo público.
Independentemente de cor partidária ou linha política, é fato que a gestão do governador Wanderlei Barbosa tem sido voltada para melhorias que beneficiam a população como um todo. Na saúde, houve investimentos relevantes; na infraestrutura, avanços na malha viária pavimentada; e na educação, a entrega de diversos colégios, muitos deles em tempo integral.
O Tocantins precisa eleger um governador ou governadora igual ou melhor. Não podemos retroceder. É hora de avançar, com foco na geração de empregos e na industrialização.
Nós, tocantinenses, precisamos, no momento oportuno, conhecer as propostas que serão apresentadas e debatidas pelos candidatos ao governo. É fundamental a participação das entidades classistas, da imprensa, por meio de suas representações, além dos setores do agronegócio, da indústria e dos micro e pequenos empreendedores.
O Paralelo 13 não abre espaço para a política do baixo nível. Sabemos que o processo não será uma disputa “café com leite”. Haverá momentos acalorados e, infelizmente, a presença de falsos discursos, desqualificações e figuras que não representam o interesse público. Esses precisam ser identificados e separados, para que o eleitor saiba quem é quem.
Diante deste momento decisivo, a imprensa tocantinense, formada por diversos veículos de comunicação, cumprirá seu papel de levar informação à população. Cada veículo, com sua linha editorial, contribuirá para que o eleitor possa ler, ouvir, refletir e formar sua própria convicção na hora de votar.
A família O Paralelo 13, que completa agora em abril 39 anos de atuação no mercado de comunicação, reafirma seu compromisso com um jornalismo sério, respeitado e independente. Estaremos presentes, como sempre estivemos, fazendo a cobertura jornalística deste novo ciclo político no Tocantins.
Família O Paralelo 13
Edivaldo Rodrigues
Edson Rodrigues
Edmar Rodrigues
Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
Em abril de 2026, a Família O Paralelo 13 celebra 39 anos de história no mercado da comunicação com O Paralelo13. Uma trajetória iniciada ainda em formato tabloide, antes mesmo da criação do Estado do Tocantins pela Constituinte de 1988, marcada pela coragem em manter uma linha editorial pautada na ética, no respeito, na seriedade e, desde então, nos interesses do Tocantins e de seu povo.

Desde os primeiros dias, O Paralelo13 esteve presente nas campanhas de conscientização pela criação do Estado, registrando os movimentos organizados pela CONORTE sob a liderança do saudoso José Carlos Leitão, e dando voz a nomes como Célio Costa, Heleno Costa, Aroldo Rastoldo, João Rocha, Otoniel Andrade, entre tantos outros que lutaram lado a lado pela emancipação tocantinense.

Com a instalação do Tocantins, O Paralelo 13 evoluiu para o formato standard, circulando por mais de duas décadas em todo o território estadual, além de Goiânia e Brasília, sempre com sua linha editorial característica: firme, apimentada, trazendo os principais fatos políticos do Estado e dos principais municípios, mas sempre ética e respeitosa, que nem sempre convém a certos políticos, e acabou por despertar ameaças, intimidações e até agressões físicas — como o episódio em que um deputado, em plena Assembleia Legislativa, perdeu o decoro e nos agrediu com um soco no rosto.

Foram – e são, já que estamos evoluindo junto com a tecnologia e chegamos a todos os lares do Tocantins, do Brasil e do mundo onde há internet, um celular ou um computador, com nossa versão online – anos de batalhas judiciais, de intimidações semanais, mas também de vitórias. Graças ao trabalho incansável de advogados como o saudoso Dr. Epitácio Brandão, Hercy Filho, Juvenal Cleber e Dr. Hélio Miranda, a liberdade de imprensa e de expressão foi preservada. O Paralelo13 aprendeu, ao longo dessa caminhada, que a humildade não significa submissão, mas sim grandeza diante das adversidades.
GARIMPEIROS
A missão da Família O Paralelo 13 sempre foi garimpar notícias e sobrevivência. Saímos de Porto Nacional para as principais cidades do Estado, principalmente,a Palmas, quase diariamente, em busca de informação e faturamento com serviços de publicidade. Sem salário fixo, vivendo do que se garimpa, a Família de O Paralelo13 sobrevive pela força da sua missão e pela confiança de parceiros, e credibilidade ante aos poderes públicos e colegas de profissão e ressalta, aqui, a sua gratidão a todos.

Mas há um limite inegociável: não aceitamos intimidações. Nesta semana, ao recusarmos publicar resultados de uma pesquisa de intenção de votos para as eleições de outubro a um membro de um grupo que apoia uma candidatura majoritária, fomos surpreendidos com sua reação visceral. A recusa se fundamenta em princípios claros: primeiro, estamos aguardando a volta da nossa versão impressa, standard, que ocorrerá já neste mês de abril que se avizinha, em Palmas, Porto Nacional e demais cidade-polo do nosso Estado onde estarão documentadas as pesquisas de institutos parceiros e que dividem conosco nossos compromissos com a verdade e a transparência. A credibilidade do jornal não pode ser comprometida por pesquisas como as que se apresentaram nas eleições estaduais de 2022 e nas municipais de 2024 em que, em 90% dos casos, não refletiram a realidade das urnas. O Paralelo13 prepara sua volta impressa com institutos sérios, que garantam imparcialidade e rigor metodológico.
Apesar de apresentar nossos argumentos, fomos alvo de pressões, intimidações e ameaças covardes, aquelas feitas na surdina, sem “testemunhas” ou formas de serem provadas, acompanhadas de a promessas de retaliação.
COMPROMISSO INABALÁVEL
A Família O Paralelo 13 reafirma: não teme pressões, não se curva a intimidações, muito menos interferências em nossa linha editorial. A credibilidade construída em quase quatro décadas é sólida e reconhecida. Caso as ameaças persistam, os nomes dos envolvidos serão expostos, conforme orientações do nosso departamento jurídico e de advogados especialistas em colocar fim em casos de intimidação, que de pronto ombrearam conosco em mais esta causa.
O Paralelo13 segue firme, ético e verdadeiro, honrando sua história e reafirmando seu compromisso com a sociedade tocantinense. Como sempre foi, e como sempre será: um jornal destemido, respeitoso e comprometido com a verdade.
Tenham uma ótima semana!
Em abril deste ano, o Paralelo 13 completa 39 anos de atuação firme e ininterrupta no Tocantins. São quatro décadas de compromisso com a informação de qualidade, com os fatos verídicos e com o respeito ao leitor.

O jornal nasceu em Porto Nacional, quando o município ainda era norte de Goiás, movido pelo propósito de informar a sociedade sobre os acontecimentos da época e de participar ativamente da construção de um novo tempo. Antes mesmo da criação oficial do Estado, o Paralelo 13 já defendia esta terra, já acreditava no seu potencial e já dava voz aos seus sonhos.
Começamos no papel, no impresso, circulando de mão em mão, formando opinião, estimulando debates. Ao longo dos anos, acompanhamos as transformações do mundo e ganhamos também a versão on-line. Mudamos a plataforma, mas jamais mudamos o propósito de informar com responsabilidade, independência e coragem.
E é com esse mesmo espírito que anunciamos que neste aniversário de 39 anos, o Paralelo 13 volta com sua edição impressa. O jornal impresso voltará a circular em todo o Estado, ampliando seu alcance e reafirmando sua presença junto à população tocantinense. Em um momento decisivo para o futuro do Tocantins, entendemos que é hora de estar ainda mais próximos das pessoas, nas cidades, nas escolas, nas empresas, nas igrejas e nas ruas. Mais do que nunca, informação de qualidade é ferramenta de cidadania.

As fotos aí são Antônio Buchim, Dr. Condim em viagem à Grécia e técnico de impressão na finalização do Jornal O Paralelo 13, e o então deputado Gismar Gomes
Além disso, como se trata de um ano eleitoral, o Paralelo 13 firmará parceria com empresa nacional de pesquisa para publicar levantamentos registrados, encomendados pelo próprio jornal e por parceiros. Pesquisas sérias, técnicas, transparentes para que o eleitor tenha acesso a dados confiáveis e possa formar sua própria opinião.
Tocantins
O Tocantins atravessa um período de turbulência. São muitas investigações, denúncias de abuso de poder econômico, questionamentos sobre atos que ferem os princípios republicanos. O ambiente político se movimenta intensamente enquanto o Estado se prepara para o processo sucessório que definirá seus representantes no Senado, na Câmara, Assembleia Legislativa e no Executivo Estadual.
É justamente em momentos como este que a imprensa precisa ser firme.

Reunião do governador Siqueira Campos com o prefeito de Taquaruçu Fenelon Barbosa
A família Paralelo 13 sabe da sua responsabilidade ao informar e também ao formar opinião. Não nos furtaremos, em nossos editoriais e análises, a mostrar à população quem são os políticos que não têm compromisso com o Tocantins, quem são aqueles que maculam a vida pública, quem são os ficha suja.
Mas também não generalizamos.
Nem todos são iguais e isso precisa ser dito. Não são todos os políticos tocantinenses que fazem da política um negócio pessoal. Existem homens e mulheres sérios, comprometidos, éticos, preparados, que defendem a moralidade, que respeitam o dinheiro público e que têm amor verdadeiro por esta terra.
Há também aqueles que já passaram pela vida pública, deixaram sua contribuição e desejam retornar com responsabilidade e experiência. Esses merecem ser avaliados com justiça. O Tocantins precisa de políticos éticos e responsáveis. Precisa de líderes que coloquem o Estado acima de interesses pessoais. E é papel da imprensa ajudar a sociedade a separar o joio do trigo.
Hora de debater o Tocantins que queremos! Não existe momento mais adequado para discutir o futuro do Tocantins do que o período eleitoral. Esse debate deve acontecer nos colégios, nas universidades, nas escolas técnicas, nas empresas, no comércio, no boteco, na rua, na igreja. Em todos os espaços onde houver um tocantinense disposto a pensar no amanhã.
É hora de união. Hora de maturidade. Hora de consciência. Todos precisam estar conectados à comunicação do Estado para saber votar e votar melhor. Escolher com responsabilidade. Entender quem tem compromisso real com o desenvolvimento, com a justiça social, com o crescimento sustentável e com o respeito às instituições.
Este é o papel do Paralelo 13.
Que Deus abençoe o Tocantins.
Que Deus abençoe seus homens e mulheres de bem.
E que venham os próximos capítulos dessa história que, há 39 anos, escrevemos juntos.
Família O Paralelo 13
Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues