É impressionante como a bola está pressente na vida das pessoas de todas as idades e de todas as nações do Planeta Terra, que por sinal é uma bola
Por Marcos Antônio Correntino da Cunha
Quando nasce uma criança, se for do sexo masculino, um dos primeiros presentes que o menino ganha é uma bola de futebol. Vai crescendo sempre tendo o contato com a pelota. Desde criança aprende a chutar e começa a freqüentar as escolinhas de futebol, normalmente com o apoio dos pais, avós, tios e padrinhos. As escolinhas quando têm professores que realmente entendem de futebol ensinam alguns fundamentos básicos que deve ter um jogador. Porém, muitas vezes elas tiram as características naturais e a intuição dos garotos, que nesse caso podem atrapalhar o desenvolvimento e a carreira de um futuro jogador de futebol.
Veja bem, se a criança leva jeito, tem habilidade, vocação e entusiasmo ela poderá ser um jogador razoável, bom ou um craque, como já tivemos no futebol brasileiro, podendo destacar: Pelé, Garrincha, Ronaldinho Gaúcho, Zico, Neymar e tantos outros que ficaram no anonimato, como Canhoteiro do São Paulo, Guilherme do Vila Nova e Zé Geraldo do Vila Nova, Atlético e Goiás.
Uma das coisas que unem os povos e nações com diferentes ideologias políticas é a bola, pois é ela que faz acontecer a Copa do Mundo. A bola é tão importante e mística que já fez parar uma guerra. O futebol na sua essência seja amador ou profissional talvez seja o esporte que mais faz fluir a interação e a amizade entre seus atletas participantes. O futebol é tão apaixonante que faz com que um casal seja mais fácil de separar do que um ou outro mudar de time.
Que estranha magia tem a bola! Ela está sempre presente nas intrigas, nas tristezas e alegrias dos torcedores de times de futebol. Também se faz presente na música, como pode ver na composição de João Bosco em parceria com Aldir Blanc e Paulo Emilio no samba “Linha de Passe”. No samba de Chico Buarque “O Futebol,” a bola está inserida.
Estão enganados os que pensam que a bola não tem sentimento. Particularmente ela está sentindo com a desorganização do futebol brasileiro, pois falta uma gestão eficiente por parte dos clubes, as competições estaduais, regionais e nacionais não têm planejamento adequado em relação ao calendário para os jogos e as arbitragens não são boas. Além disso, os bons jogadores não permanecem nos clubes brasileiros.
A bola de futebol foi idealizada para nos proporcionar saúde e alegria. Não foi feita para provocar brigas e palavrões nos estádios e causando até mortes. É um absurdo.
Estamos vivenciando a Copa do Mundo de 2026 que está unindo povos, torcidas dos times, a imprensa de vários tipos comunicação e patrocinadores. A bola é a responsável pela a movimentação intensa das agências de viagens e hotéis dos países onde serão realizadas as competições. A bola vai rolar e oxalá que o Brasil seja o campeão, pois, assim sendo, ficará na nossa memória o desabafo e a vitória que a bola nos proporcionou.
Marcos Antônio Correntino da Cunha
Engenheiro Eletricista. Sócio Off - Rio do Flamengo - Goiânia
Por Edson Rodrigues
Há uma mudança silenciosa acontecendo na política brasileira. Ela não está apenas nos palanques, nas redes sociais ou nas pesquisas. Está no comportamento do eleitor.
As eleições de 2026 não serão vencidas apenas por quem aparece mais ou fala melhor. A vantagem estará com quem conseguir entender, antes dos outros, o que o eleitor sente, teme, rejeita e deseja.
A política entrou em uma nova fase. Durante muito tempo, bastava ter estrutura, alianças e presença. Depois veio a era da imagem, dominada pela televisão e pelo marketing. Em seguida, as redes sociais transformaram curtidas, seguidores e viralização em sinais de força política.

Agora, a próxima eleição exigirá algo mais sofisticado: inteligência estratégica aplicada.
Não basta postar mais, impulsionar conteúdo ou repetir frases de efeito. Barulho não é voto. Alcance não é confiança. Viralização não garante mandato.
O eleitor atual está mais desconfiado, emocionalmente instável e menos fiel. Ele reage rapidamente a incoerências, rejeita arrogância e percebe quando está sendo tratado apenas como massa de manobra.
Nesse cenário, inteligência artificial, análise de dados e leitura de comportamento deixam de ser acessórios e passam a ocupar o centro das campanhas.
A inteligência artificial já ajuda campanhas a produzir conteúdo, testar narrativas e adaptar discursos. Mas a verdadeira mudança está na capacidade de prever tendências, identificar sinais de rejeição e interpretar mudanças de humor social antes que elas se transformem em crise.
Quem espera a crise aparecer para reagir já está atrasado.
O novo profissionalismo político exige leitura constante do ambiente. Muitas vezes, o eleitor não abandona um político de forma explícita. Ele apenas silencia, deixa de defender, muda o tom ou começa a repetir pequenas críticas. Para campanhas despreparadas isso parece ruído. Para a inteligência política, é sinal.
A política sempre foi movida por emoção. Medo, esperança, raiva, orgulho e sensação de abandono continuam definindo votos. A diferença é que agora esses sentimentos podem ser mapeados e transformados em estratégia.
Os mandatos também precisarão entender isso. A disputa eleitoral começa no dia seguinte à posse. Quem não escuta, não mede e não interpreta o sentimento da população acaba preso dentro da própria bolha.
O eleitor acompanha sinais: coerência, postura, entrega, proximidade e capacidade de resolver problemas. Quando esses sinais se quebram, a imagem pública começa a rachar.
As campanhas mais fortes serão aquelas capazes de agir antes da emergência, interpretar sentimentos e proteger reputações antes que elas desmoronem.
A inteligência política não substitui a rua, a liderança ou o contato humano. Ela dá direção. Mostra onde falar, como falar e quando mudar a rota.
O político que despreza dados corre o risco de falar apenas para os próprios aliados. O que despreza emoção perde conexão. E o que despreza estratégia pode ter estrutura, mas não terá vitória.
2026 será um teste duro para quem ainda opera no improviso.
Não bastará parecer moderno usando palavras como algoritmo, IA ou engajamento. O eleitor será conquistado por quem compreender sua dor, sua linguagem e sua percepção sobre o futuro.
A tecnologia sozinha não ganha eleição. Mas a ausência dela, combinada com vaidade e improviso, pode antecipar derrotas.
As próximas eleições serão uma disputa de leitura. Quem entender melhor o sentimento coletivo terá vantagem. Quem souber unir tecnologia, sensibilidade e presença política chegará mais forte.
A política brasileira está entrando na era da previsibilidade estratégica.
E, nesse novo tempo, vencerá menos quem grita mais.
Vencerá quem entende antes.
Por Carlos Braga
As eleições presidenciais de 2022 no Tocantins deixaram marcas que seguem influenciando o debate político e ajudam a compreender o cenário que começa a se desenhar para 2026. No segundo turno, Luiz Inácio Lula da Silva venceu no estado com 434.593 votos válidos, o equivalente a 51,36%, superando Jair Bolsonaro, que somou 411.654 votos, mesmo tendo ampliado sua votação em relação ao primeiro turno.
O resultado final, porém, revela uma divisão territorial significativa. Nos quatro maiores colégios eleitorais do estado — Palmas, Araguaína, Gurupi e Porto Nacional — Lula venceu apenas em Porto Nacional. Nas demais grandes cidades, Bolsonaro obteve vantagem. Ainda assim, foi Lula quem venceu no conjunto do estado.
O peso dos pequenos municípios
A explicação para esse resultado está, sobretudo, fora dos grandes centros urbanos. Dados do TSE mostram que, em diversos municípios de menor porte, a vitória de Lula foi mais elástica do que as vitórias de Bolsonaro nas cidades maiores. Um exemplo emblemático é Santa Rosa do Tocantins, onde Lula alcançou 69,94% dos votos — um dado que chama atenção, especialmente por se tratar de uma região com forte presença do agronegócio.
Esse comportamento indica que a polarização clássica entre direita e esquerda se manifestou de forma mais intensa nos grandes centros urbanos. No interior, o voto presidencial assumiu contornos distintos, menos aprisionados ao discurso ideológico e mais ligados à figura de Lula e ao que ele representa para parcelas expressivas do eleitorado.
O reflexo direto no cenário de 2026
Esse padrão eleitoral ajuda a entender o cenário descrito pelo editorial do Paralelo 13, que aponta um jogo sucessório em plena metamorfose. Alianças seguem sendo costuradas, partidos reorganizam seus comandos e as pré-candidaturas avançam sem definições consolidadas.
Três campos políticos começam a ganhar forma. De um lado, Vicentinho Júnior e o candidato que vier a ser apoiado pelo governador Wanderlei Barbosa tendem a disputar o eleitorado mais alinhado à direita, dialogando com o legado político e simbólico associado a Bolsonaro.
De outro, surge Laurez Moreira, que desponta como o nome com maior potencial para buscar o eleitorado lulista no Tocantins. É nesse ponto que se concentra um dos principais desafios da eleição de 2026.
Lula, Bolsonaro e a transferência de votos
A eleição de 2022 demonstrou que o fator Lula tem peso real no Tocantins, especialmente fora dos grandes centros urbanos. No entanto, também deixou claro que esse capital político não se transfere automaticamente para candidaturas locais. Nem mesmo o PT conseguiu, historicamente, converter de forma consistente os votos presidenciais de Lula em vitórias proporcionais para seus próprios candidatos no estado.
Para Laurez, portanto, o desafio vai além da associação simbólica. Será necessário demonstrar, de forma concreta, que representa no Tocantins o projeto político, social e institucional que muitos eleitores identificam com Lula. A vinculação precisa ser percebida como real e consistente, não apenas como estratégia de campanha.
Ao mesmo tempo, Vicentinho Júnior e o candidato do governador disputam uma mesma fatia do eleitorado, o que pode fragmentar esse campo e abrir espaço para rearranjos ao longo do processo.
Um cenário aberto
A polarização Lula x Bolsonaro tende a seguir influenciando o debate eleitoral tocantinense, sobretudo nos grandes centros urbanos. No interior, essa polarização permanece, mas de forma menos explícita, funcionando mais como pano de fundo do que como eixo central do voto.
O tabuleiro segue em ebulição. Como aponta o Paralelo 13, o tempo, as alianças e a capacidade de leitura do eleitorado serão decisivos. No Tocantins, a eleição raramente se define apenas por rótulos ideológicos ou apoios nacionais, mas pela forma como esses elementos são traduzidos na realidade local.
Nada está dado. E, como a história política do estado já demonstrou, quem errar menos tende a chegar mais forte ao momento decisivo.
Por Carlos Braga é engenheiro civil
Por Marcos Antônio Correntino da Cunha
Desde a construção de um hospital, de uma clínica médica ou de um estabelecimento assistencial de saúde, a engenharia, nas suas diversas modalidades, está presente. Um hospital pode ser considerado como um complexo composto por uma farmácia, um restaurante, uma lavanderia e um hotel. Na construção de um hospital é necessário observar todos os aspectos de engenharia, como: local ideal da cozinha, lavanderia e do gerador de energia; ventilação e iluminação natural e inclinação das rampas de acessibilidades. As instalações elétricas, de água e esgotos são específicas para os diversos ambientes hospitalares.
Construído o hospital ou a clínica médica, vem a parte mais importante que é a manutenção abrangendo as instalações físicas e dos equipamentos ou aparelhos eletromédicos que são de uso contínuo e constante e devem estar disponíveis para uso imediato durante vinte e quatro horas por dia. As manutenções devem ser preditivas para anteciparem falhas em máquinas e equipamentos, preventivas para evitarem falhas inesperadas e corretivas para realizarem consertos imediatos. O pai da medicina – Hipócrates e a mãe da enfermagem – Nightingale diziam que a assistência à saúde não pode causar danos.
Raramente os hospitais e clínicas médicas cumprem na íntegra as determinações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e as resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) referentes à parte de engenharia para estabelecimento assistencial de saúde.
Com o avanço tecnológico a medicina também avançou bastante e ela muito se deve à engenharia elétrica e eletrônica, as quais podem ser consideradas as mais importantes na manutenção de um hospital.
Vários diagnósticos médicos são incorretos devido à falta de manutenção, calibração e aferição nos equipamentos eletromédicos, como: raios X, eletrocardiógrafos, tomógrafos e aparelhos para ressonância magnética. Todos esses equipamentos têm que trabalhar seguramente com uma energia limpa, sem oscilações de voltagem e frequência. É comum um paciente hospitalar ficar debilitado fisicamente e psiquicamente, reagindo menos ao estímulo elétrico, fazendo com que os riscos sejam maiores que nas condições normais. Os choques elétricos nos hospitais e clínicas ocorrem geralmente nos exames médicos ou em cirurgias e são de altíssimos riscos devido à densidade de corrente ser grande junto ao órgão lesado. Se por acaso em um exame de cateterismo, o vazamento de corrente no cateter ocorrer no coração, a fibrilação ventricular praticamente acontecerá. Uma pessoa numa cirurgia complexa e sendo monitorada por vários equipamentos, tem riscos maiores a sofrer choque elétrico devido ao tráfego indevido de corrente entre os vários aparelhos elétricos diferentes, podendo provocar micro choque que pode ser fatal.
Os hospitais devem ter uma equipe de engenharia clínica com um engenheiro responsável pela manutenção física dos ambientes e acompanhamento da calibração e aferição dos equipamentos eletromédicos.
Marcos Antônio Correntino da Cunha Engenheiro Eletricista especialista em Hidrologia e Recursos Hídricos. Nascimento:22/11/1950 CI: 167.905 SSP/GO – CPF: 056.717.521-91 – Jardim Europa - Goiânia
Agenda externa se sobrepõe e atrapalha planos do petista para avançar em entregas para a eleição
Por Clarissa Oliveira
Superado o susto inicial provocado pelo ataque dos Estados Unidos à Venezuela e a captura de Nicolás Maduro, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começa a dar como consolidado um diagnóstico difícil de digerir: a crise no país vizinho carrega consigo um risco real de impactar na corrida deste ano pelo Palácio do Planalto.
Na prática, a crise implodiu tudo o que o governo Lula planejava para a largada do ano eleitoral. A ideia era abrir 2026 com a agenda voltada às entregas da gestão, muitas delas ainda dependentes de aval no Congresso Nacional.
Depois de um fim de ano turbulento na relação com o Legislativo, o Planalto queria se dedicar a restabelecer pontes. E, quem sabe, destravar medidas estratégicas que ainda seguem penduradas, como a PEC da Segurança Pública e o PL Antifacção.
O novo cenário geopolítico altera totalmente o eixo das discussões. Caem na lista de prioridades as entregas eleitorais de Lula, a agenda econômica, a comunicação da pré-campanha. Entram no foco a agenda externa, o risco de a crise venezuelana extrapolar a fronteira e o temor quanto aos próximos passos do governo Trump.
A relação entre Lula e Trump, em especial, é uma peça delicada nessa equação. O presidente brasileiro encerrou o ano passado celebrando o elo estabelecido com os Estados, em decorrência das negociações do tarifaço.
Neste momento, Lula tenta se equilibrar entre um discurso que condene firmemente o ataque à Venezuela, sem que isso abale profundamente a relação com Trump.
A saída, até agora, tem sido focar o discurso presidencial no respeito ao Direito internacional, na soberania da América Latina e na defesa da pacificação, sem em momento algum voltar as críticas diretamente a Trump. E, também, sem nem sequer citar o nome de Maduro.
Mas o fato de Lula evitar qualquer menção a Maduro não muda o fato de que seus adversários irão explorar à exaustão a vinculação de sua imagem ao ditador venezuelano. Foi exatamente o que se viu nas redes sociais nos últimos dias, com o senador e pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro puxando o coro.
Um desafio de Lula, neste momento, é evitar que o bolsonarismo reative seus canais junto ao governo Trump na esteira da crise na Venezuela. Caso contrário, aumenta o risco de que o presidente dos Estados Unidos possa até mesmo se posicionar publicamente em relação à eleição brasileira, na esperança de aumentar a influência da direita na região.