Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
As oposições afirmaram que o governador Wanderlei Barbosa não entraria na campanha da senadora e pré-candidata ao governo, professora Dorinha Seabra. A leitura parece mais uma multiplicação das “Mães Dináh”, aquelas que já haviam “previsto”, nas eleições municipais de Palmas e Porto Nacional, a vitória de Toinho Andrade sobre Ronivon Maciel com 22% de vantagem e a eleição do deputado estadual Jr. Geo para prefeito da capital ainda no primeiro turno. Tudo com 0% de acerto...
Agora, resta saber se “acertam” novamente ao prever a ausência de Wanderlei na campanha.
PREPARANDO TUDO PARA ENTRAR EM CAMPO

O governador vem conversando com o grupo palaciano, com Dorinha e com o vice-presidente do Senado, Eduardo Gomes, além de Carlos Gaguim, que disputam as vagas ao Senado. O apoio do Palácio Araguaia será fundamental, mas precisa obedecer às normas eleitorais para não prejudicar nenhuma candidatura. Nos próximos dias, Wanderlei deve reunir seus auxiliares para dar o sinal verde e organizar a entrada oficial na campanha, com atividades nos finais de semana e feriados. Alguns colaboradores cogitam tirar férias ou até pedir desligamento para se dedicar integralmente ao projeto político. A partir de 4 de julho, por força da lei, o governador estará impedido de dar ordens de serviço, mas poderá participar de carreatas, passeatas, comícios e reuniões políticas fora do expediente.
WANDERLEI BARBOSA: EXPERIÊNCIA DE SOBRA

Desde sua primeira candidatura a vereador em Porto Nacional, sua cidade natal, Wanderlei coleciona vitórias. Foram quatro mandatos como vereador, presidência da Câmara de Palmas, três mandatos como deputado estadual, vice-governador e governador reeleito. Chegou a abrir mão de uma candidatura ao Senado praticamente garantida, com popularidade acima de 80%, para proteger aliados e evitar que a oposição assumisse o governo. Agora, aposta em Dorinha como sucessora, destacando sua trajetória política e preparo para governar o Tocantins. Após as convenções, o grupo político palaciano, o chamado G5 liderado pelo prefeito Eduardo Siqueira, deve mobilizar mais de cem prefeitos em apoio à candidatura de Dorinha, a Eduardo Gomes e Carlos Gaguim ao Senado, além das nominatas proporcionais.
LAUREZ MOREIRA COM PT, PSD E PDT

Enquanto isso, o vice-governador Laurez Moreira enfrenta dificuldades. Sua pré-candidatura ao governo vem sofrendo desgaste nos últimos 43 dias, sem conseguir formar uma nominata robusta para a Câmara dos Deputados e sem apoio consistente nos municípios. O senador Irajá Abreu, aliado de Laurez, tem priorizado sua própria reeleição, deixando o vice em segundo plano. Contudo, Laurez tenta reagir: o PT deve anunciar oficialmente apoio à sua candidatura, com Paulo Mourão como possível nome ao Senado. A articulação conta com aval do Palácio do Planalto e do presidente Lula, além da participação de lideranças como Kátia Abreu e Donizete Nogueira, que buscam construir um palanque sólido para a reeleição presidencial no Tocantins.
OBSERVATÓRIO POLÍTICO
O Observatório Político do Paralelo 13 aguarda o anúncio e observa como os eleitores e apoiadores de Laurez vão reagir a essa guinada, especialmente porque muitos líderes não foram consultados antes da aliança com o PT. A política tocantinense segue em ebulição — e até lá, as “Mães Dináh” continuarão tentando prever os próximos capítulos dessa disputa.
Até logo!