HORA DE DEMONSTRAR MATURIDADE E RESPONSABILIDADE POLÍTICA

Posted On Quinta, 16 Abril 2026 10:18
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Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues

 

 

O Tocantins atravessa um momento delicado e decisivo. A política, que deveria ser instrumento de construção coletiva, ameaça se tornar obstáculo ao desenvolvimento. O afastamento temporário do governador Wanderlei Barbosa, sem qualquer indiciamento ou processo judicial, já havia exposto a tensão entre os poderes. Nesse episódio, coube ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Amélio Cayres, exercer papel de guardião do equilíbrio institucional, conduzindo o Legislativo com firmeza e respeito às quatro linhas da democracia. Mesmo diante de divergências, governo e Assembleia mantiveram a legalidade e a estabilidade política.

 

Agora, porém, o risco é ainda maior: a perda de R$ 56 milhões do BNDES, recursos não reembolsáveis do Fundo Amazônia, destinados a projetos estruturantes para o Estado. O contrato precisa ser assinado até 18 de abril de 2026, sob pena de cancelamento da operação. Esses valores têm destinação clara e estratégica: R$ 22 milhões para análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR), fundamental para o agronegócio; R$ 10 milhões para modernização do Naturatins; R$ 7 milhões para apoio a pequenos produtores via Ruraltins; e R$ 4 milhões para reforço do Batalhão Ambiental. Trata-se de investimentos que fortalecem a produção, a sustentabilidade e a fiscalização ambiental, sem custo adicional para o Estado.

 

 

O governador Wanderlei Barbosa e o secretário de Meio Ambiente, Marcello Lelis, já fizeram apelos públicos. “Não podemos nem sonhar em perder R$ 56 milhões”, disse Lelis, alertando para o prejuízo que a demora causa ao setor produtivo e à credibilidade do Tocantins junto ao BNDES. O próprio banco, em carta oficial, deixou claro que pode rever ou cancelar a operação caso o contrato não seja assinado dentro do prazo.

 

RESPONSABILIDADE POLÍTICA

 

Deputado Jorge Frederico

 

É legítimo que a oposição fiscalize, cobre transparência e questione os rumos da gestão. Esse é o papel democrático que fortalece o Estado. Mas obstruir a tramitação de um projeto que traz benefícios diretos à população, por meio de manobras em comissões, é um ato que ultrapassa os limites da responsabilidade política. Não se trata de apoiar ou rejeitar um governo, mas de garantir que o Tocantins não perca uma oportunidade única de investimento.

 

Deputado Olinto Neto

 

A Assembleia Legislativa já demonstrou maturidade em aprovar empréstimos que viabilizaram obras estruturantes, como a ponte sobre o Rio Tocantins em Porto Nacional, além de outros financiamentos que impulsionaram o desenvolvimento. É hora de repetir esse gesto de grandeza. O presidente Amélio Cayres, que já se mostrou capaz de conduzir momentos de crise com equilíbrio, precisa novamente liderar o entendimento, cobrando celeridade às Comissões que, comandadas por adversários políticos do governo, travam a tramitação do pedido e, finalmente, colocar o Tocantins acima de disputas pessoais ou de grupos.

 

A situação é clara: a oposição deve ser firme na fiscalização, mas não pode ser cega, irresponsável ou frágil. O povo tocantinense espera de seus representantes não apenas vigilância, mas também compromisso com o futuro. Perder R$ 56 milhões de graça seria um retrocesso inaceitável. O Tocantins precisa de humildade, diálogo e responsabilidade para destravar esse impasse e assegurar que os recursos cheguem onde são necessários.

 

A Família O Paralelo 13 não acredita que a oposição ao governo Wanderlei Barbosa seja, também, uma oposição aos interesses do Estado e da sua boa gente.  O Tocantins não pode ser refém de vaidades políticas.

 

É hora de colocar o Tocantins acima de tudo.

 

 

 

 

Última modificação em Quinta, 16 Abril 2026 10:50
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