Imprimir esta página

VICE DE DORINHA DEVE SER ESCOLHA PESSOAL DE WANDERLEI

Posted On Quinta, 02 Abril 2026 16:15
Avalie este item
(0 votos)

PANORAMA POLÍTICO

 

 

Por Edson Rodrigues

 

 

Nos bastidores do poder, a sucessão estadual de 2026 no Tocantins começa a sair do campo das especulações genéricas e entra, de forma cada vez mais evidente, no terreno das decisões já em curso. Nas últimas horas, o Observatório Político de O Paralelo 13 aprofundou sua apuração junto a interlocutores diretos do Palácio Araguaia e ouviu de uma fonte com trânsito íntimo no núcleo do governo de Wanderlei Barbosa uma sinalização de que Wanderlei Barbosa não abre mão de indicar o nome que ocupará a vaga de vice na chapa a ser encabeçada pela senadora Professora Dorinha.

 

 

A informação, longe de ser um detalhe periférico, revela o desenho de uma estratégia política cuidadosamente construída para manter o controle do processo sucessório e garantir que a transição de poder, caso se concretize, ocorra sob a influência direta do atual grupo governista. O perfil traçado para esse vice não atende aos critérios tradicionais de composição partidária ou de acomodação de forças políticas. Ao contrário, trata-se de alguém jovem, sem desgaste público, de trajetória limpa e, sobretudo, com vínculos pessoais de lealdade e confiança com o governador e sua família. É, portanto, uma escolha que prioriza a confiança política acima das conveniências eleitorais clássicas.

 

Esse movimento reforça a leitura de que Wanderlei Barbosa é o comandante direto da engrenagem eleitoral que pretende eleger sua sucessora. Ao centralizar a indicação do vice, o governador delimita o espaço de influência dentro da chapa majoritária e reduz a margem para disputas internas que possam fragilizar o projeto político em construção. Mais do que compor, ele estrutura um modelo de continuidade.

 

Esse controle se sustenta, em grande medida, no momento político vivido pelo chefe do Executivo estadual. Com índices de aprovação que superam os 80%, Wanderlei atravessa uma fase de estabilidade e respaldo popular. Esse cenário é impulsionado por uma combinação de fatores que incluem a concessão de reajustes e benefícios ao funcionalismo público, a retomada de políticas de valorização salarial, melhorias na rede estadual de saúde e uma agenda de investimentos que busca alcançar diferentes regiões do estado.

 

O quesito financeiro também entra como elemento central dessa equação. O governo dispõe atualmente de mais de R$ 1 bilhão em recursos oriundos de operação de crédito junto ao Banco do Brasil, com aval da União. Trata-se de um volume significativo de investimentos que deverá ser direcionado para obras como o fortalecimento dos hospitais regionais de Gurupi e Araguaína, além de intervenções na malha viária e em infraestrutura urbana. Esse conjunto de ações fortalece a gestão, mas também cria um ambiente politicamente favorável à narrativa de continuidade administrativa.

 

CAPITAL POLÍTICO

 

 

No entanto, mesmo diante desse cenário Wanderlei se vê com o desafio da transferência de capital político. Transformar popularidade em votos para um sucessor é um dos processos mais complexos da dinâmica eleitoral. Exige presença ativa, articulação territorial, construção simbólica e, sobretudo, capacidade de comunicação direta com o eleitorado. É nesse ponto que os próximos meses se tornam decisivos.

 

Ainda que com um alto índice de aprovação nas pesquisas, caso fosse candidato, Wanderlei optou por permanecer à frente da gestão, acumulando o papel de administrador e de principal articulador da campanha governista.

 

Paralelamente, a formação da chapa majoritária avança com relativa consistência. O senador Eduardo Gomes se posiciona como candidato natural à reeleição, enquanto o deputado federal Carlos Gaguim desponta como outro nome competitivo na disputa pelo Senado. Já o deputado Eli Borges, embora em movimento próprio, tende a convergir para o mesmo palanque, reforçando a unidade do grupo. Nesse arranjo, o Republicanos, legenda do governador, assume protagonismo ampliado, especialmente diante da decisão de indicar o vice-governador.

 

O que se observa, portanto, é a construção de uma sucessão conduzida com alto grau de centralização e cálculo político. A escolha do vice, nesse contexto, deixa de ser uma peça secundária e passa a ocupar posição estratégica na engrenagem eleitoral. É ali que se define o equilíbrio interno da chapa, mas também a garantia de continuidade de um projeto de poder.

 

Resta saber se a combinação entre popularidade, investimentos e controle político será suficiente para assegurar a transferência de votos necessária para consolidar a vitória de Professora Dorinha. A história recente mostra que nem sempre governos bem avaliados conseguem eleger seus sucessores.

 

Se o plano será bem-sucedido, só o tempo e as urnas dirão. Até lá, o que se vê é um governo em movimento, uma candidatura em construção e um jogo político que já começou muito antes do calendário oficial permitir.

 

URGENTE

 

 

Nos bastidores, porém, nem todas as peças estão totalmente fixadas no tabuleiro. Informações de última hora apontam que Gaguim está em Brasília, em reunião com a cúpula nacional do União Brasil, ao lado de lideranças como Ciro Nogueira (Progressistas) e Antonio Rueda (União Brasil), discutindo os rumos de sua candidatura e seu posicionamento no cenário estadual. Nos corredores políticos, cresce a expectativa de que uma decisão possa ser tomada ainda hoje, inclusive com a possibilidade de afastamento da base palaciana, o que, se confirmado, adiciona um novo elemento de tensão e imprevisibilidade a um jogo que, até aqui, parecia cuidadosamente controlado pelo grupo do governador Wanderlei Barbosa.

 

 

 

 

 

 

{loadposition compartilhar} {loadmoduleid 252}
O Paralelo 13

Mais recentes de O Paralelo 13

Itens relacionados (por tag)