Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
REFLEXÃO DE DOMINGO
O Observatório Político de O Paralelo13, após analisar diversos resultados de institutos de pesquisa de intenção de votos no Tocantins, alerta para a criação de uma “bolha” no andar de cima da política. Prefeitos, vereadores e lideranças locais estariam alimentando um clima de vitória antecipada, como se a transferência de votos fosse automática. Esse cenário, porém, ignora o fator mais importante: a decisão soberana dos eleitores e eleitoras tocantinenses.
PESQUISAS EM XEQUE

Nos últimos dias, nove diferentes levantamentos foram divulgados, cada um com números distintos e, muitas vezes, contraditórios. Em alguns, praticamente não há indecisos; em outros, os índices chegam a 46% para o governo e 61% para o Senado. Essa disparidade reforça a percepção de que os institutos perderam credibilidade, já que os resultados parecem atender a todos os gostos. O eleitor, diante dessa enxurrada de dados, tornou-se o verdadeiro protagonista: desacreditado das pesquisas, mas consciente de seu poder nas urnas.
O ELEITOR QUER ATENÇÃO, NÃO TERCEIRIZAÇÃO
Enquanto candidatos apostam em apoios políticos terceirizados, a realidade das ruas é outra. Famílias endividadas, servidores públicos com consignados longos e dificuldades financeiras querem ser ouvidos diretamente. Eles não esperam que alguém resolva seus problemas, mas desejam atenção, proximidade e respeito. O corpo a corpo, sob o calor de 40 graus, pode ser decisivo para conquistar a confiança desse eleitorado descrente da classe política.
A FORÇA DOS INDECISOS

Com índices altíssimos de indecisão — 61% para o Senado e 46% para o governo — apontados pelas pesquisas, o desafio das candidaturas proporcionais e majoritárias é enorme. A multiplicidade de nomes na disputa aumenta a fragmentação e torna o voto consciente ainda mais valioso. Quem subestimar esse contingente corre o risco de ser surpreendido nas urnas.
COMUNICAÇÃO E PRESENÇA: O DIFERENCIAL
O Observatório Político de O Paralelo13 ouviu diversos analistas políticos que destacam que nesses últimos dias antes do pleito, candidatos que investirem em entrevistas, publicidade e presença nos principais veículos de comunicação, aliados ao contato direto com o eleitor, podem fazer a diferença. A sucessão estadual está em aberto, e tanto governistas quanto oposicionistas precisam redobrar esforços. Para o Senado, a disputa pela segunda vaga promete ser acirrada, exigindo triplicar investimentos em comunicação e corpo a corpo.
REDES SOCIAIS

As redes sociais estão engarrafadas de tantos e tantos posts, fotografias e imagens de carreatas e caminhadas, cada uma ao gosto de seus candidatos. Os eleitores, no entanto, já demonstram cansaço diante desse excesso. Apesar de haver candidaturas pagando cabos eleitorais para manter a enxurrada de publicações, o resultado prático tem sido “zero”. Chegou a hora de buscar a imprensa tocantinense séria, dar entrevistas, apresentar prioridades e bandeiras, mostrar o que já foi feito e o que se pretende realizar caso eleito. A outra prioridade é a boca de urna: concentrar esforços nos dez principais colégios eleitorais e nos oito principais veículos de comunicação, onde de fato se decide o jogo.
O JOGO SERÁ DECIDIDO NAS URNAS

Resultados de pesquisas não influenciam mais os tocantinenses. O jogo será jogado dentro das quatro linhas, especialmente nos dez maiores colégios eleitorais, que concentram 47% dos votos e podem definir o futuro político do estado. A mensagem é clara: não subestime a inteligência dos eleitores. Eles querem ser parte da decisão, e não apenas números em tabelas de institutos desacreditados.
A maioria dos eleitores e eleitoras dos 10 principais colégios eleitorais, principalmente os de classe média e baixa, representam no mínimo 84% do eleitorado de cada um desses colégios. Muitos deles sequer sabem que têm direito a dois votos para candidatos ao Senado, independentemente do partido político. Esse desconhecimento reforça a necessidade de campanhas de esclarecimento e presença efetiva dos candidatos junto à população.
Lembrando aos senhores e senhoras candidatos e candidatas, e aos seus marqueteiros importados: quem vai decidir as eleições das duas vagas ao Senado e também dos candidatos proporcionais em 4 de outubro e para o governo em primeiro e segundo turnos , serão os eleitores e eleitoras. A maior autoridade no dia da eleição estará entre quatro paredes, secretamente, diante da urna.
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Fato!