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WANDERLEI BARBOSA: A UM PASSO DA UNIÃO

Posted On Terça, 24 Março 2026 10:50
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Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues

 

 

Após uma conversa entre amigos, o governador Wanderlei Barbosa e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Amélio Cayres, deixaram claro que, caso quisesse, Wanderlei teria chances reais de se eleger senador com ampla votação. No entanto, por ser companheiro de grupo político e diante do rompimento com seu vice, Laurez Moreira – pré-candidato ao governo –, Barbosa optou por não se lançar ao Senado. Sua renúncia deixaria aliados sem sustentação, o que poderia comprometer a sobrevivência política de muitos nas eleições estaduais de outubro. Há, portanto, um gesto de sacrifício do governador em prol da unidade.

 

O AFASTAMENTO E A LEALDADE DE AMÉLIO CAYRES

 

 

Durante o período em que Wanderlei Barbosa esteve afastado por decisão do STJ, em investigação de atos considerados não republicanos – processo no qual até hoje não figura como réu –, seu vice assumiu o governo e formou equipe majoritariamente composta por adversários de Barbosa. Nesse contexto, deputados estaduais pressionaram Amélio Cayres para levar adiante pedidos de impeachment contra o governador. Foram mais de cinco solicitações, mas Cayres manteve-se fiel à amizade e ao companheirismo político, recusando-se a pautar qualquer deles.

 

O PACTO POLÍTICO EM BRASÍLIA

 

 

 Wanderlei Barbosa firmou um pacto político com os senadores Eduardo Gomes e Professora Dorinha, além do deputado Carlos Gaguim. O acordo previa apoio às candidaturas de Dorinha ao governo, Gomes à reeleição no Senado e Gaguim à outra vaga senatorial.

 

Antes de reassumir o mandato, Wanderlei Barbosa firmou um pacto político com os senadores Eduardo Gomes e Professora Dorinha, além do deputado Carlos Gaguim. O acordo previa apoio às candidaturas de Dorinha ao governo, Gomes à reeleição no Senado e Gaguim à outra vaga senatorial.

 

 

Nesse mesmo pacto, participaram também o presidente do Senado, Davi Alcolumbre; o presidente da Câmara, Hugo Motta; o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda; e o líder do PP, Ciro Nogueira. Juntos, ao lado de Eduardo Gomes, Dorinha e Carlos Gaguim, articularam e lutaram pelo retorno de Wanderlei Barbosa ao cargo, conseguido após os 90 dias de afastamento. Segundo fontes em Brasília, nesse acordo ficou acertado que o estado do Tocantins teria aval para um empréstimo de R$ 1 bilhão junto ao Banco do Brasil, já aprovado. Por isso, não há como o governador desfazer esse pacto para apoiar Amélio Cayres, reforçando a necessidade de entendimento entre os dois, já que Wanderlei não pode deixar de apoiar Dorinha.

 

Antes de sacramentar o pacto, Barbosa consultou Amélio Cayres, que deu aval à articulação.

 

SUCESSÃO ESTADUAL E O IMPASSE NA MAJORITÁRIA

 

Em longa conversa, Barbosa convidou Amélio Cayres para ser candidato ao Senado. O deputado aceitou, mas a segunda vaga já estava “reservada” para Carlos Gaguim, com aval da executiva nacional do União Brasil. A suplência, inclusive, foi destinada a Maria Emília Rueda, irmã do presidente nacional do partido, Antonio Rueda. Gaguim, que tinha reeleição praticamente garantida como deputado federal, já mobiliza prefeitos e bases eleitorais em sua campanha ao Senado.

 

NEGOCIAÇÕES DIFÍCEIS

 

 

O cenário exige habilidade política de Wanderlei Barbosa e da senadora Dorinha Seabra para conciliar interesses. De um lado, Carlos Gaguim conta com apoio da cúpula nacional do União Brasil; de outro, Amélio Cayres, filiado ao Republicanos, demonstra lealdade ao governador e não aceita ser candidato avulso. O prazo para entendimento vai até quarta-feira, já que no próximo dia 27 Dorinha será oficialmente aclamada candidata ao governo pelas direções nacionais e estaduais dos partidos aliados.

 

AGONIA VELADA NAS PROPORCIONAIS

 

Enquanto isso, pré-candidatos proporcionais vivem incertezas. Muitos, fora da base governista, enfrentam dificuldades para encontrar partidos que ofereçam condições reais de reeleição. A escolha equivocada de legenda pode significar derrota, já que o coeficiente eleitoral e as regras da sobra exigem que partidos ou federações elejam ao menos um deputado para garantir vagas adicionais.

 

DECISÃO TOMADA

 

Segundo informações do Observatório Político de O Paralelo 13, Wanderlei Barbosa já decidiu apoiar a candidatura de Dorinha Seabra ao governo, além das candidaturas de Eduardo Gomes e Carlos Gaguim ao Senado. Fato

 

O cenário político do Tocantins segue em ebulição. As negociações caminham para um desfecho nos próximos dias, e o equilíbrio entre lealdade, estratégia e sobrevivência eleitoral será determinante para a consolidação da base governista.

 

Aguardemos o desenrolar dos fatos…

 

 

 

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