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QUANDO O SOL DE AGOSTO CHEGAR...

Posted On Terça, 09 Junho 2026 15:43
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SUCESSÃO ESTADUAL 2026

Por Edson Rodrigues

 

 

Após quase dois anos de pré-campanha permanente, excesso de exposições nas redes sociais, enxurradas de vídeos, entrevistas, pesquisas eleitorais e disputas narrativas diárias, o eleitor tocantinense começa a demonstrar sinais claros de cansaço diante do ambiente político criado antes mesmo do início oficial da campanha.

 

O Observatório Político de O Paralelo13 vem percebendo nas ruas, nos municípios, junto a empresários, lideranças comunitárias, profissionais liberais, jovens e até dentro dos próprios grupos políticos, uma sensação crescente de saturação do debate sucessório.

 

Há pré-candidaturas que já não conseguem produzir fatos novos. Outras insistem em repetir discursos, slogans e narrativas que perderam impacto junto à população. Em muitos casos, a disputa parece mais preocupada em alimentar redes sociais e bolhas políticas do que em dialogar verdadeiramente com os problemas reais enfrentados pelos tocantinenses.

 

O Tocantins, neste momento, não está preocupado em saber quem é mais jovem, quem possui maior estrutura política ou quem já ocupou cargos importantes no passado. A população quer saber quem possui propostas reais, equilíbrio, preparo e capacidade de governar o Estado.

 

E isso somente começará a ficar mais claro após as convenções partidárias, quando os candidatos serão obrigados a apresentar programas de governo, posicionamentos concretos e propostas que dialoguem diretamente com os problemas enfrentados pela população.

 

AS PATIFARIAS DAS PESQUISAS ELEITORAIS

 

Outro fenômeno que começa a cansar o eleitor tocantinense é a avalanche de pesquisas eleitorais suspeitas divulgadas semanalmente por determinados grupos políticos e setores da comunicação.

 

O Observatório Político de O Paralelo13 volta a alertar para aquilo que já se tornou visível aos olhos da população: há muita “patifaria” envolvendo resultados de pesquisas de intenção de voto no Tocantins.

 

Não são poucos os levantamentos suspensos pela Justiça Eleitoral por erros técnicos, inconsistências, ausência de documentação obrigatória, suspeitas de manipulação ou falhas metodológicas.

 

Em muitos casos, determinados institutos parecem mais preocupados em produzir narrativas políticas do que retratar a realidade das ruas. A tentativa de criar artificialmente cenários eleitorais favoráveis pode até gerar manchetes momentâneas, mas dificilmente resiste ao julgamento silencioso do eleitor tocantinense.

 

A Justiça Eleitoral, o Ministério Público Eleitoral e os órgãos de fiscalização começam a agir com maior rigor diante desse tipo de prática. O recado é direto: quem tentar manipular o processo sucessório poderá enfrentar consequências jurídicas graves.

 

QUEM TENTAR TERCEIRIZAR CAMPANHA CORRE RISCO DE DERROTA

 

O Observatório Político também faz outro alerta importante para as pré-candidaturas majoritárias e proporcionais: quem tentar terceirizar campanha poderá enfrentar derrotas traumáticas nas urnas.
Receber apoio de prefeitos é importante. Gravar vídeos ao lado de lideranças municipais também possui peso político. Mas acreditar que apenas isso garante votos pode ser um erro fatal. Prefeito sozinho não entrega eleição. E muito menos vereador isoladamente garante transferência automática de votos.

 

Há pré-candidatos que aparecem diariamente em fotografias ao lado de prefeitos e prefeitas, mas sequer conseguem construir relação política com vereadores, primeiras-damas, lideranças comunitárias, associações, sindicatos ou bases sociais dos municípios.

 

Na prática, fazer fotografia apenas com prefeito e sem presença da base política consolidada pode representar exatamente aquilo que o velho ditado popular chama de “caixão e vela preta”.

 

A política tocantinense mudou. O eleitor está mais independente, mais silencioso e muito menos disposto a seguir orientações automáticas vindas de estruturas políticas tradicionais.

 

QUANDO O SOL DE AGOSTO CHEGAR...

 

Mas o verdadeiro teste político ainda nem começou.

 

O Observatório Político de O Paralelo13 quer ver quando chegar o sol escaldante de agosto, com temperaturas ultrapassando os 40 graus no Tocantins.

 

Será nesse momento que os engravatados, madames, estrategistas de gabinete e candidatos de redes sociais precisarão sair do ar-condicionado e enfrentar a realidade das ruas.

 

Será hora de caminhar nas periferias. Visitar distritos. Conversar em feiras. Entrar nos bairros populares. Ouvir reclamações. Sentir o calor político verdadeiro das cidades do interior. Porque campanha eleitoral no Tocantins não se vence apenas com vídeo bem editado, fotografia produzida ou marketing digital.

 

Campanha se constrói com presença física, resistência emocional, capacidade de ouvir e disposição para enfrentar o calor político das ruas.

 

JULHO: O MÊS DAS TRAIÇÕES

 

E antes do sol de agosto chegar, haverá ainda o mês mais temido da política sucessória: julho. Na leitura dos mais experientes observadores políticos do Tocantins, julho sempre foi historicamente o mês das traições.

 

É quando prefeitos mudam de lado. Vereadores recalculam posicionamentos. Lideranças comunitárias reorganizam apoios. Pastores, dirigentes políticos e chefes regionais começam a rever compromissos assumidos anteriormente. Tudo isso ocorre justamente no momento em que o poder institucional do governo começa a sofrer limitações impostas pela legislação eleitoral.

 

Após os prazos eleitorais, o Diário Oficial perde força. A tradicional “caneta Bic” já não terá o mesmo poder para nomear, promover, contratar ou firmar determinados convênios. E é exatamente nesse ambiente que muitos acordos políticos começam a se desfazer silenciosamente.

 

Na política tocantinense, julho sempre foi o mês do “vira-casaca”. Por isso, os mais experientes aconselham: não terceirize sua candidatura. O velho ditado continua atual: “o olho do dono é que engorda o gado.”

 

DORINHA TEM RAÍZES

 

Apesar da força política construída pela pré-candidata Professora Dorinha Seabra junto ao movimento municipalista, com apoio declarado de mais de 100 prefeitos e prefeitas espalhados pelas diversas regiões do Tocantins, o Observatório Político de O Paralelo13 lembra uma velha máxima da política brasileira: prefeito soma, ajuda, fortalece estrutura e amplia capilaridade política, mas quem decide a eleição é o povo nas urnas.

O apoio municipal possui peso importante dentro de qualquer processo sucessório, principalmente pela capacidade de mobilização política, articulação regional e presença institucional nos municípios. Porém, a história política do Tocantins já mostrou diversas vezes que apoio de prefeito, sozinho, não garante transferência automática de votos.

O eleitor tocantinense amadureceu, tornou-se mais independente e muitas vezes decide seu voto observando comportamento, propostas, presença popular, credibilidade e identificação pessoal com cada candidatura.
Ainda assim, aliados de Dorinha avaliam que a senadora chega neste momento com uma das estruturas municipalistas mais consolidadas da sucessão estadual. E para que haja ruptura significativa dentro desse amplo bloco de apoios, as oposições precisarão construir movimentos políticos realmente muito fortes.

Como costumava dizer o ex-governador baiano Antônio Carlos Magalhães, “em política quase tudo pode acontecer, menos milagre.”

 

HÁ MUITO ACONTECER ATÉ AS ELEIÇÕES

 

O Observatório Político de O Paralelo13 também faz um alerta aos mais apressados: há muito ainda por acontecer até outubro de 2026. Existem pré-candidatos agoniados, antecipando movimentos como se a eleição estivesse na reta final.

 

Alguns utilizam toda a potência financeira, política e estrutural apenas para demonstrar força e produzir sensação artificial de favoritismo. Mas o jogo oficial sequer começou. As verdadeiras disputas começam somente após as convenções partidárias, os registros oficiais de candidaturas e as homologações eleitorais.

 

Além disso, existem processos investigativos em andamento envolvendo Polícia Federal, STJ, STF e órgãos de controle, alguns já concluídos e outros em fase final de apuração.

 

Qualquer novo fato jurídico ou decisão relevante poderá alterar completamente o ambiente sucessório vivido atualmente no Tocantins. Nem tudo está resolvido. Ainda existem pontas soltas.

 

E no atual cenário político, prudência e cautela passam a ser ingredientes fundamentais para qualquer candidatura que deseje chegar competitiva até outubro de 2026.

O tempo dirá.
Até breve...

 

 

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