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PF investiga relação do Banco Master com fundos ligados a operação contra PCC

Posted On Quarta, 14 Janeiro 2026 13:38
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Banco Master e Daniel Vorcaro, executivo responsável pela instituição Banco Master e Daniel Vorcaro, executivo responsável pela instituição

Esquema envolveria compra de títulos baratos por valores altos e repasses fundo a fundo

 

 

Por Cézar Feitoza

 

 

O Ministério Público Federal e a Polícia Federal investigam suspeitas envolvendo fundos administrados pelo Banco Master e pela Reag Investimentos, antiga parceira de Daniel Vorcaro.

 

Os fundos da Reag suspeitos foram também citados na investigação da Polícia Federal sobre a engenharia utilizada pela facção PCC (Primeiro Comando da Capital) para lavar dinheiro no mercado financeiro.

 

Os indícios de crimes foram levantados pelo Banco Central durante sua apuração interna sobre a compra de títulos do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília).

 

Em nota, a Reag disse que não foi alvo da Operação Compliance Zero, que investiga os tentáculos do PCC no mercado financeiro.

 

"Os fundos mencionados são produtos regulados, auditados e supervisionados pela CVM e pelo Banco Central. Todos os aportes são obrigatoriamente homologados pelo BC, que checa a origem dos recursos e a capacidade econômica de quem faz o aporte", completou.

 

Mais de uma dezena de fundos administrados pela Reag estão na mira dos investigadores. Seis deles têm relação com as investigações sobre o PCC, como mostrou a Folha de S.Paulo e confirmou o SBT News.

 

O material levantado pelo Banco Central, que está sob sigilo, mostra o caminho da fraude.

 

Segundo fontes da Polícia Federal, o Master aprovava empréstimos para empresas envolvidas na fraude, e o dinheiro era aplicado em fundos da Reag Investimentos.

 

Os gestores usavam esses recursos para comprar ativos baratos por valores muito acima do que ele vale. Em alguns casos, a supervalorização chegou a 150.000%, segundo um investigador.

 

As investigações revelam que o dono do ativo podre conseguia lucros exorbitantes. E, com esse dinheiro, comprava ativos de outros ofundos até chegar em carteiras de pessoas ligadas ao Master.

 

Os desvios beiram os R$ 12 bilhões, segundo o alerta do Banco Central.

 

A principal suspeita é que a engenharia construída pelo Banco Master era utilizada para lavar dinheiro do esquema. Procurada, a defesa de Vorcaro não se manifestou.

 

 

 

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