Por Verônica Bolzan
Na semana passada, em Brasília, onde resido há quase 10 anos, durante meu horário de almoço e no exercício da minha profissão como jornalista política, registrei a presença do deputado federal e pré-candidato ao Governo do Tocantins, Vicentinho Júnior, em um local público.
Após o registro fotográfico, compartilhei a imagem com colegas de profissão. O conteúdo acabou sendo utilizado em matéria jornalística que mencionava um encontro do parlamentar com o vereador de Palmas, Vinicius Pires — ambos agentes públicos eleitos.
Nesta terça-feira, 23 de junho, recebi uma ligação do deputado afirmando que pretende me processar criminalmente pelo exercício da minha atividade profissional. A ligação foi gravada.
Na conversa, também fui alvo de acusações que, na minha avaliação, configuram tentativa de intimidação.
Na sequência, uma publicação em um site utilizou uma imagem da minha mãe, que não tem qualquer relação com o fato noticiado nem com o exercício da minha profissão.
Diante disso, fica a pergunta: até onde vai a tentativa de cerceamento do trabalho jornalístico? Diante de tudo, perguntou eu: quem merece o processo?
É esse o tratamento que um homem empoderado por um mandato, deve dispensar a uma mulher que não tem prerrogativa de foro, mas tem, com muita honra, formação acadêmica e jornalística que mora em mim.
Verônica Bolzan
Jornalista DRT 880/TO