A nova velha política de Bolsonaro e o jeitinho brasileiro

Posted On Quinta, 23 Abril 2020 05:22
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O presidente Jair Bolsonaro vem passando por um inferno astral. E botar medo em quem tem não e nada engraçado, na mesa Diretora da Câmara dos Deputados comandada por Rodrigo Maia existem 17 pedidos de impeachment, haviam 18...

 

Por Antonio Coelho de Carvalho

 

Podem votar

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta quarta-feira (22/4) suspender o cancelamento de 2,5 milhões de títulos de eleitores que não compareceram ao processo de revisão biométrica. A suspensão ocorreu devido ao período de isolamento provocado pela pandemia do novo coronavírus. Com a medida, os eleitores estarão aptos a votar nas eleições de outubro. Segundo o TSE, a suspensão do cancelamento ocorreu em 11 estados. Os eleitores que estavam com pendências no documento deverão resolvê-las após as eleições. O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro. Cerca de 146 milhões de eleitores estarão aptos a votar para eleger prefeitos, vice-prefeitos e vereadores nos 5.568 municípios do país.

 

A nova velha politica

O presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) recebeu ontem 22/04, no Palácio do Planalto os presidentes partidários Baleia Rossi (MDB) e ACM Neto (DEM). Bolsonaro recebeu nas últimas semanas dirigentes do PP, PL, Republicanos e PSD.  A estratégia do presidente Bolsonaro e para formar uma base de sustentação parlamentar que tem como um dos objetivos a eleição para o comando da Câmara, hoje nas mãos de Rodrigo Maia (DEM-RJ), seu desafeto. Ao tentar atrair o Centrão com a oferta de cargos - que vão de diretorias do Banco do Nordeste a secretarias em ministérios -, Bolsonaro também procura construir uma candidatura à sucessão de Maia. Pois é dando que se recebe.

 

Jeitinho brasileiro

Poder não pode, mas tanto Rodrigo Maia, quanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), querem ficar nas presidências das casas, mas não poderão concorrer à reeleição, se não houver mudanças de regras. Motivo: a Constituição impede que os presidentes da Câmara e do Senado sejam reconduzidos aos cargos na mesma legislatura. Antes da crise do coronavírus, no entanto, havia uma articulação nesse sentido, principalmente por parte de Alcolumbre, que encomendou até parecer jurídico. Bolsonaro, por sua vez, está convencido de que precisa construir uma alternativa a Maia. Nos bastidores, o presidente se movimenta para impulsionar a campanha do deputado Marcos Pereira (SP) nessa disputa, marcada para fevereiro de 2021. Vice-presidente da Câmara, Pereira comanda o Republicanos, partido que recentemente abrigou o senador Flávio Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro, ambos do Rio.  Pois em política, os ódios comuns são a base das alianças.

 

Os quintos

Outros analistas vêm essas reuniões de Bolsonaro como uma tentativa de barrar tentativa de impeachment. Para tanto ele precisa de ter dois quintos dos votos na Câmara para evitar abertura do processo. Bolsonaro que tudo indica, tem receio de um confronto direto, pois sabe que precisa do congresso para aprovar projetos e reformas. Ao mesmo tempo volta a fazer o que sempre condenou e foi contra, a pratica da velha política, do é dando que se recebe. Pois sem o apoio dos dois quintos o governo é que pode ir para os quintos...

Pra saber: O Quinto era um imposto cobrado pelo governo durante o Brasil Colônia. Recebeu esse nome porque correspondia a 20% (um quinto) do metal extraído que era registrado pelas casas de fundição. Era um tributo altíssimo e os brasileiros o odiavam tanto que acabaram o apelidando de “O Quinto dos Infernos”. Mas como dizia Eclesiastes, nesses tempos de todos os perigos, o maior erro é subestimarmos o inimigo.

 

Outro pedido impeachment

O ex-senador baiano Antonio Carlos Magalhaes disse uma vez: O pior adversário é aquele que você não conhece. O PDT - partido do ex-ministro Ciro Gomes, que participou da última disputa presidencial - entrou nesta quarta-feira, dia 22, com o 18º pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por crimes de responsabilidade, insurgência contra o direito à saúde e crimes contra a segurança nacional. A medida havia sido anunciada, nas redes sociais, pelo presidente da agremiação, Carlos Lupi. Por enquanto o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), a quem cabe pautar ou barrar as demandas, só arquivou uma das representações e ainda decide o que fazer com as outras 17. A peça do PDT alega que Bolsonaro comete crimes de responsabilidade diariamente e citou a defesa do mandatário à ditadura militar e a participação dele em manifestações contrárias ao Supremo Tribunal Federal e ao Congresso Nacional. "O atentado contra o exercício dos direitos e garantias individuais ressumbre iniludível pelas intensas odes à ditadura e à imposição de atos institucionais autoritários, como o AI-5", diz o texto.

 

Lula ganha outro não

A Defesa do ex-presidente Lula perdeu mais uma.  Os advogados não conseguiram impedir o julgamento virtual marcado para 27 de abril. Os defensores entraram com recurso alegando que sessão precisava ser presencial. Mas, o desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) João Pedro Gebran Neto negou ontem 22/04, recurso da defesa e manteve para 27 de abril o início do julgamento virtual sobre os embargos de declaração da sentença que confirmou a condenação no caso do sítio de Atibaia. Segundo os advogados do petista, a sessão sobre o caso precisaria ser presencial  e disse que também ainda investigava fatos relativos ao processo, além de questões pendentes dele. Em sua decisão, o desembargador esclareceu que os mesmos argumentos já haviam sido utilizados para adiar o julgamento em 25 de março e que, portanto, ia indeferir o recurso. As informações são da revista Oeste

 

impeachment do governador João Doria

Os deputados estaduais Frederico D'Ávila, Gil Diniz (PSL), Douglas Garcia (PSL), Major Mecca (PSL) e Valéria Bolsonaro (PSL) protocolaram na tarde desta quarta-feira, 22, um pedido de impeachment do governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Em nota, D'Ávila afirma que o pedido foi feito com base no acordo anunciado por Doria com as operadoras de telefonia celular para o levantamento de índices de isolamento social durante a pandemia do novo coronavírus e a fala do governador de que "poderia prender o cidadão que desobedecer a quarentena". O deputado ainda cita o uso de um helicóptero do Comando de Aviação da Polícia Militar pelo governador, a restrição ao consumo de alimentos em restaurantes, a participação de Doria em eventos esportivo e políticos, além da "falta de publicidade dos contratos da Fundação Padre Anchieta".

 

O que pode em Palmas

A prefeita Cinthia Ribeiro fazendo uso das redes sociais escreveu: Não há culpados diante da pandemia  que estamos vivendo. #COVID19 é algo sem precedentes e alcançou o mundo inteiro. Estamos nos adaptando às novas rotinas, p nos proteger e tentar impedir o colapso da rede de saúde. Nosso comércio funciona parcialmente, sem LOCKDOWN; 

 

 

Última modificação em Quinta, 23 Abril 2020 07:36

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