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Ex-ministro de Lula é deportado do Panamá

Posted On Segunda, 09 Março 2026 04:45
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Ele afirmou ter sido impedido de seguir viagem após ser questionado sobre sua prisão durante da Ditadura Militar

 

 

Com O Antagonista

 

O ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social no governo Lula Franklin Martins (foto, ao centro) afirmou ter sido impedido de seguir viagem para a Guatemala após ser retido por autoridades migratórias no aeroporto da Cidade do Panamá. Segundo ele, o episódio ocorreu na madrugada de 6 de março durante uma conexão aérea.

De acordo com relato divulgado pelo ex-ministro, ele havia deixado o Aeroporto Internacional do Galeão em um voo da Copa Airlines com destino final à Cidade da Guatemala, onde participaria de um seminário na Universidade Rafael Landívar.

 

Martins afirmou que, ao desembarcar no aeroporto panamenho para fazer conexão, por volta das 6h, foi abordado por policiais à paisana que verificavam passaportes dos passageiros. Após entregar o documento, ele disse ter sido conduzido a uma sala reservada para uma entrevista.

Segundo o ex-ministro, no local ele foi orientado a preencher um formulário com dados pessoais e responder perguntas sobre a viagem. Ele afirma que apresentou documentos que comprovavam sua participação no seminário e que também teve fotografias tiradas e impressões digitais coletadas.

 

Durante a entrevista, relatou ter sido questionado sobre uma prisão ocorrida em 1968, em Ibiúna. Martins disse ter informado que a detenção ocorreu durante a ditadura militar brasileira e que se tratava de prisão por motivos políticos.

Após cerca de 20 minutos aguardando sozinho, o ex-ministro afirmou ter sido informado por outro agente de que não poderia seguir viagem para a Guatemala e seria deportado ao Brasil. Segundo ele, as autoridades mencionaram a lei migratória panamenha de 2008, que restringe a entrada ou trânsito de estrangeiros que tenham cometido crimes considerados graves.

 

Martins afirmou ter solicitado contato com a embaixada brasileira, mas disse que o pedido foi negado sob o argumento de que se tratava de uma decisão soberana das autoridades do país.

 

Ele relatou ainda que permaneceu por cerca de quatro horas em uma sala da área de migração do aeroporto até ser conduzido ao portão de embarque de um voo de retorno ao Rio de Janeiro. O passaporte, segundo ele, teria sido entregue à tripulação da aeronave e devolvido apenas após a chegada ao Brasil, quando foi encaminhado a um posto da Polícia Federal no aeroporto.

 

 

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