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CRIME SEQUENCIAL: JUSTIÇA ELEITORAL BARRA PESQUISAS E EXPÕE FRAGILIDADE DOS INSTITUTOS

Posted On Quarta, 30 Setembro 2026 10:44
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Na reta final das eleições de 2026, o Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) vem atuando de forma rigorosa contra irregularidades em pesquisas de intenção de voto. Em decisão recente, o juiz auxiliar Roniclay Alves de Morais determinou a suspensão imediata da divulgação da pesquisa registrada sob o nº TO-04880/2026 pela empresa Exata.GO Pesquisa Ltda, sob pena de multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento

 

 

Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues

 

 

Pouco antes, outra decisão também suspendeu a divulgação da pesquisa registrada pelo instituto Quaest, igualmente por inconsistências metodológicas e financeiras. A Justiça Eleitoral do Tocantins apontou falhas graves na pesquisa: ausência de informações completas sobre o perfil sociodemográfico dos entrevistados, omissão de dados geográficos em 26 dos 134 setores censitários e impossibilidade de auditoria por partidos e Ministério Público. Segundo a decisão, esses problemas poderiam induzir o eleitor a erro, especialmente na reta final da campanha, quando pesquisas têm forte poder de influência sobre o chamado “voto útil”. A suspensão foi imediata e acompanhada da fixação de multa de R$ 20 mil em caso de descumprimento.

 

DECISÃO SUSPENDE DIVULGAÇÃO

Segundo a representação movida pela coligação União pelo Tocantins, o levantamento apresentava graves falhas financeiras e metodológicas. Entre os pontos destacados estão: a ausência de capacidade financeira da empresa para custear pesquisas autofinanciadas, já que seu Demonstrativo de Resultado do Exercício (DRE) de 2025 indicava receita líquida zerada; o uso de dados defasados do Censo 2010, apesar da disponibilidade dos microdados do Censo 2022; incoerência na coleta de informações sobre renda, que confundia renda individual com renda domiciliar; e a inexequibilidade do sistema de fiscalização, pois o questionário não previa campo para registro de telefone dos entrevistados, inviabilizando a checagem posterior.

 

MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL IMPLACÁVEL

 

A atuação firme do Ministério Público Eleitoral e das autoridades judiciais tem resultado em diversas suspensões e multas aplicadas contra empresas de pesquisa — algumas nacionais e outras locais — que tiveram seus levantamentos anulados por inconsistências graves.

 

DIVERGÊNCIAS ESCANDALOSAS

 

O Observatório Político de O Paralelo 13 ressalta que os números divulgados recentemente por diferentes institutos apresentaram discrepâncias escandalosas: enquanto alguns apontavam mais de 61% de indecisos para o Senado e 45% para o Governo, outros indicavam apenas 3% de indecisos no mesmo período. Para os comunicadores, tais divergências configuram uma tentativa de manipulação da opinião pública e de sabotagem ao processo eleitoral.

O magistrado destacou que a divulgação de pesquisas com tais inconsistências poderia induzir o eleitorado em erro e desequilibrar o processo democrático, especialmente às vésperas do primeiro turno.

 

FALHAS COMPROMETEM CREDIBILIDADE

Nos últimos 19 dias, mais de 25 pesquisas de intenção de voto foram registradas por diferentes institutos nacionais e locais. Parte delas foi suspensa ou multada pela Justiça Eleitoral por falhas graves. Esse excesso de levantamentos, muitos com resultados divergentes, tem gerado confusão no eleitorado.

 

MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL IMPLACÁVEL

A atuação firme do Ministério Público Eleitoral e das autoridades judiciais tem resultado em diversas suspensões e multas aplicadas contra empresas de pesquisa — algumas nacionais e outras locais — que tiveram seus levantamentos anulados por inconsistências graves.

 

DEFESA DA DEMOCRACIA: ESPERAR O RESULTADO DAS URNAS

 

Diante desse cenário, o Observatório Político de O Paralelo13, em respeito à sua trajetória jornalística, aos leitores, colaboradores e ao povo tocantinense, comunica que não publicará resultados de nenhum instituto de pesquisa neste final de campanha. A decisão foi tomada após sucessivas suspensões e multas aplicadas contra empresas de pesquisa, que tiveram seus levantamentos anulados por inconsistências graves.

Eu, Edson Rodrigues e meus irmão, Edivaldo Rodrigues e Edmar Rodrigues, decidimos aguardar os resultados oficiais das urnas no próximo domingo, 4 de outubro, para realizar análises consistentes e respeitar a soberania da vontade popular.

Até lá, nenhuma pesquisa terá fé pública junto ao eleitorado tocantinense, que será o verdadeiro juiz da democracia nas urnas.

 

 

 

Última modificação em Quarta, 30 Setembro 2026 11:02
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