Reconhecimento nacional celebra tradição secular tocantinense e integra programação dos 292 anos de Natividade

 

 

Por Gabriela Santos

 

 

O município de Natividade viveu um momento histórico nesta segunda-feira, 1º de junho, com a cerimônia oficial de entrega do título de Patrimônio Cultural do Brasil aos detentores da Ourivesaria de Natividade. Realizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por meio da Superintendência do Iphan no Tocantins, o evento ocorreu na Praça Leopoldo de Bulhões e integrou a programação comemorativa dos 292 anos do município.

 

A solenidade reuniu autoridades, mestres ourives e membros da comunidade para celebrar o reconhecimento de um dos mais importantes saberes tradicionais do Tocantins. Durante a cerimônia, foram entregues títulos aos detentores do ofício da Ourivesaria de Natividade, prática cultural transmitida entre gerações e que constitui parte fundamental da identidade local.

 

Ourives Uardon Moreira recebe título de superintendente do Iphan no Tocantins, Danilo Curado

 

A Secretaria de Estado da Cultura (Secult) foi representada pela gerente de Acervos e Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural, Alline Alves, destacou a relevância do reconhecimento para a preservação da memória e da cultura tocantinense.“Para a Secult, esse título fortalece as políticas públicas voltadas ao patrimônio cultural, amplia a visibilidade dos mestres detentores desse conhecimento e contribui para que essa tradição seja transmitida às futuras gerações ”, afirmou.

 

O superintendente do Iphan no Tocantins, Danilo Curado, explica a importância do título no contexto do patrimônio cultural brasileiro.“Esse reconhecimento insere a Ourivesaria de Natividade no conjunto dos bens culturais registrados pelo Iphan como Patrimônio Cultural do Brasil. Entre 68 os bens imateriais reconhecidos em todo o território nacional, agora o Tocantins passa a contar com essa importante representação de sua história, cultura e tradição”, destacou.

 

Valorização e reconhecimento

 

Aprovada como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Iphan em novembro de 2025, a Ourivesaria de Natividade consiste na produção e no uso de joias artesanais confeccionadas com ouro e prata extraídos da própria região. Entre as peças produzidas estão crucifixos, colares, cordões, gargantilhas, brincos, pingentes, pulseiras e anéis, elaborados a partir de técnicas tradicionais transmitidas ao longo dos séculos.

 

Para a presidente da Associação Comunitária Cultural de Natividade (Asccuna), Simone Araújo, o reconhecimento representa a consolidação de uma trajetória de preservação e resistência cultural.

 

“Recebemos esse reconhecimento com muita alegria. Houve um tempo em que essa tradição corria o risco de desaparecer, e hoje vemos o saber e o fazer da Ourivesaria de Natividade reconhecidos como Patrimônio Cultural do Brasil. É a confirmação de que vale a pena continuar preservando e transmitindo esse conhecimento às futuras gerações”, ressaltou.

 

O mestre ourives de Natividade, Uardon Moreira, que atua no ofício desde 1996, destacou a importância do reconhecimento para os profissionais que mantêm viva a tradição da ourivesaria no município. “Esse reconhecimento é muito importante não apenas para mim, mas para todos os ourives de Natividade. Receber esse título em âmbito nacional valoriza o nosso trabalho, fortalece a profissão e contribui para a preservação desse saber que vem sendo transmitido entre gerações”, disse.

 

 

Posted On Quarta, 03 Junho 2026 06:20 Escrito por

Texto, fotos e vídeo de Jô Cristina

 

 

No último sábado, 30 de maio, a cidade de Porto Nacional foi palco de mais um importante momento para a cultura e a literatura regional. O jornalista e escritor portuense Edivaldo Rodrigues lançou seu 16° livro, “Ladainhas, Benditos e Cabarés”, em um evento realizado no tradicional Bar Central, conhecido por muitos como o antigo Bar do Zé da Pedra, um dos espaços mais emblemáticos da história e da convivência social do município.

 

 

A cerimônia reuniu familiares, amigos, autoridades, membros da comunidade literária e admiradores do trabalho do autor, que prestigiaram mais este capítulo de sua trajetória na preservação da memória e da identidade cultural portuense.

 

 

Durante a programação, o público acompanhou momentos de confraternização e apresentações musicais de cantores e compositores da região, que contribuíram para tornar a noite ainda mais especial, celebrando a cultura popular e as tradições locais.

 

 

Na obra, Edivaldo Rodrigues conduz o leitor por uma viagem ao passado, retratando aspectos do cotidiano de Porto Nacional em diferentes épocas. Com sensibilidade e riqueza de detalhes, o autor aborda manifestações religiosas, costumes populares, histórias de bares, cabarés e personagens que ajudaram a construir a memória social e cultural da cidade.

 

 

“Ladainhas, Benditos e Cabarés” chega ao público como mais uma importante contribuição para a valorização da história de Porto Nacional, preservando lembranças, tradições e narrativas que fazem parte da identidade do povo tocantinense.

 

 

 

 

Posted On Segunda, 01 Junho 2026 08:30 Escrito por

Da Assessoria

 

 

O empresário tocantinense Ruy Adriano Ribeiro, CEO da Canela Group e da Rede Petroshop, lançou nesta segunda-feira, 25, em Curitiba (PR), seu primeiro livro, Mente Visionária, durante a segunda edição do Space Session, evento imersivo voltado ao universo da exploração espacial, inovação, liderança e desenvolvimento humano.

 

A programação reuniu convidados de diferentes áreas em uma manhã dedicada à ciência, tecnologia, negócios e transformação humana, promovendo debates sobre futuro, criatividade e visão estratégica.

 

Durante o evento, Ruy compartilhou parte de sua trajetória empresarial e levou sua experiência de décadas ao espaço de discussões sobre liderança e inovação. A obra, prefaciada pelo prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, apresenta a caminhada do empresário desde os primeiros negócios ainda na juventude até a consolidação de grandes projetos imobiliários, turísticos e empresariais que ajudaram a transformar Palmas e posicionar o Tocantins em um novo cenário de crescimento e inovação.

 

 

No livro, o leitor percorre capítulos que retratam desde a construção da Orla da Graciosa até a criação da Ilha Canela, a expansão da Rede Petroshop e o ousado projeto do Canela Beach, resort sete estrelas idealizado para inserir o Tocantins no circuito internacional do turismo de alto padrão.

 

A publicação também traz reflexões sobre liderança, formação de pessoas, sustentabilidade, turismo, inovação e desenvolvimento humano, revelando a visão de um empresário movido por propósito, inquietação e capacidade de antecipar tendências.

 

O lançamento oficial da obra no Tocantins deve acontecer em breve.

 

Presenças

 

 

Além de Ruy Adriano, o evento contou com a presença inédita em Curitiba do astronauta da NASA Donald Thomas, veterano de quatro missões espaciais e com mais de mil horas no espaço. O Space Session reuniu ainda convidados das áreas de liderança, comunicação, negócios e inovação.

 

Sobre Ruy Adriano

 

Ruy Adriano Ribeiro é empresário e visionário, pioneiro no desenvolvimento de Palmas e do Tocantins, reconhecido por estruturar projetos de alto impacto nos setores de turismo, energia e desenvolvimento urbano. Com mais de cinco décadas de atuação, construiu uma trajetória marcada por visão estratégica, inovação e pela capacidade de transformar ideias ousadas em empreendimentos concretos.

 

Entre os projetos idealizados pelo empresário estão a Ilha Canela, o ecossistema Petroshop e outros empreendimentos considerados referências em inovação, engenharia e execução. Sua atuação integra infraestrutura, sustentabilidade e desenvolvimento humano, conectando propósito, fé e ação na construção de um legado voltado às futuras gerações.

 

 

Posted On Segunda, 25 Mai 2026 15:57 Escrito por

O escritor, historiador e jornalista portuense, Edivaldo Rodrigues, está nos preparativos finais para a festa literária de lançamento de “Ladainhas, Benditos e Cabarés”, seu 16º livro. Desta feita, trata-se de uma coletânea de crônicas que dá vida a dezenas de personagens multifacetados que transitam, com escancarada liberdade, entre o sagrado e o profano — pilares e princípios que consolidaram a secular sociedade de Porto Nacional

 

 

 

Por Por Antônio Coelho Carvalho

 

 

Segundo o escritor portuense, esta sua décima sexta obra literária, “Ladainhas, Benditos e Cabarés”, é um livro alinhavado por uma coletânea de crônicas que tem como base de sustentação os processos histórico, social, político, econômico e cultural que fundamentam a construção de uma coletividade secular, como a de Porto Nacional.

 

Ele revela ainda que, com esses escritos, quer tão somente dividir com o seu fiel leitor algumas pinceladas de um humor apimentado que retrata, em épocas distintas e com tonalidades ficcionais, o cotidiano da sociedade portuense, sempre moldando incontáveis ações por meio de um elo conveniente que liga o sagrado ao profano na formulação de crenças que desafiam as teses do criacionismo e do evolucionismo na mente desse povo.

 

“Esse conjunto de crônicas, construídas como histórias e causos, foi moldado em uma linguagem coloquial, buscando retratar uma Porto Nacional abraçada com suas hipocrisias, segredando recorrente devassidão cotidiana, vivenciada nas ruelas, becos e praças; nos seus cabarés, salões de festas e bares, templos, altares e terreiros, onde todos os personagens, por nós desnudados, têm uma identificação indissolúvel com a realidade atemporal dessa nossa gente”, revela Rodrigues.

 

O literato também garante que, nesta coletânea contendo 20 crônicas, tem como propósito conduzir o leitor a inúmeros labirintos que o levarão a uma Porto Nacional, em tempos diferentes, comprometida convenientemente com seu conservadorismo religioso, ao mesmo tempo em que ronda a libertinagem, pois, entre uma ladainha e um bendito, o povo portuense sempre fechou os olhos para o que acontece entre quatro paredes.

 

 

“Esses nossos personagens, retratos fiéis da nossa gente, incondicionalmente abraçavam e abraçam o dia a dia nas mesas de jogos, nas bebedeiras ilustradas de amores e desamores e nas esperanças tardias da salvação quando chegar o momento do chamado do Nosso Pai Celestial. Ladainhas, Benditos e Cabarés é um aprazível conjunto de histórias e causos que envereda pelos meandros políticos, sociais, culturais e econômicos dessa comunidade, que nasceu nos idos de 1738 e que, de lá para cá, foi moldada por figuras políticas, expressivas lideranças religiosas e inúmeros mandatários do povo, que certamente contaram com a decisiva contribuição de bêbados, malandros, loucos e prostitutas para abrir os caminhos que, mesmo tortuosos, conduziram a esta Porto Nacional que hoje vivenciamos”, concluiu o escritor, complementando:

 

“Escrevi essas crônicas ainda em 2020, e a produção do livro foi finalizada em 2021. Só que, antes da impressão, escrevi dois romances e outra coletânea de crônicas políticas, que foram lançados em 2022, 2023 e 2025. Só agora foi possível finalizar este trabalho”, explica.

 

 

Uma tarde de autógrafos no meio do povo e com a presença de alguns personagens do livro “Ladainhas, Benditos e Cabarés”

 

 

Segundo Edivaldo Rodrigues, esse lançamento será diferente de todos os que ele fez ao longo de mais de 23 anos de literatura. “Já lancei livros em feiras literárias, Salão do Livro, Semana da Cultura; em ambientes como churrascarias, choperias, restaurantes, auditórios escolares (Tocantins), na Casa do Livro e no Clube de Engenharia (Goiânia). Agora será em um ambiente totalmente popular, junto à boêmia da minha cidade e na companhia de alguns personagens aos quais dei vida nessas 20 crônicas que compõem Ladainhas, Benditos e Cabarés.”

 

Rodrigues revelou ainda, embora sem data definida, que está preparando uma grande tarde de autógrafos no lendário Bar Central, em Porto Nacional, e explica o motivo: “É um ambiente icônico que já acolheu várias gerações de boêmios, pertencentes a todas as camadas sociais dessa secular coletividade. Dentre eles, muitos aparecem nas páginas deste livro”, afirma.

 

Edivaldo Rodrigues também contou que alguns amigos sugeriram promover uma reforma no local. Ele recusou: “Quero esse retrato, a cara do povo que vivencia o lugar e que sente alegria e leveza na alma somente por estar ali. Eu sempre frequentei aquelas redondezas desde a minha adolescência. No barulhento Bar de Sinuca de Chico Melo dei minhas primeiras tacadas e, no lendário Bar de Chirux, experimentei o sabor do primeiro picolé. Completava o cenário do lugar a rica Casa Nova Vida, a luxuosa loja de Nossa Senhora das Merces e a Casa Amaral, que depois foi transformanda no Bar Central, onde bebi minha primeira cerveja. Essa região de Porto Nacional esculpiu parte da minha história, proporcionou-me olhar adiante e enxergar o futuro, e aqui estou, plenamente realizado como cidadão e como profissional de comunicação.”

 

 

 

Posted On Segunda, 11 Mai 2026 11:15 Escrito por

Ex-colegas de aula participaram do 8º Encontro do Grupo Santo Antônio, realizado entre os dias 1º e 3 de maio, em Palmas, em uma programação que valorizou o turismo, a convivência e as lembranças afetivas

 

 

Por Thelma Maranhão

 

 

Há momentos que não são apenas encontros — são reencontros com a própria história. Décadas depois de dividirem as mesmas salas de aula e corredores escolares, ex-alunos do Colégio Santo Antônio, em Grajaú (MA), voltam a se abraçar, provando que o tempo pode até seguir seu curso, mas jamais apaga vínculos construídos na infância.

 

O grupo é formado por amigos que cresceram juntos nas décadas de 1970 e 1980, durante o primário, o ensino fundamental I e parte do fundamental II. Ainda jovens, foram levados a seguir caminhos diferentes em busca de formação acadêmica — uma separação inevitável, mas que nunca foi capaz de romper o elo que os unia.

 

Mesmo com a distância, a rotina e os rumos distintos da vida, a amizade permaneceu intacta, guardada em um lugar especial. Foi esse sentimento que motivou a criação dos encontros anuais, dedicados a revisitar o passado, reforçar laços e viver novas experiências.

 

A iniciativa nasceu do entusiasmo da empresária Magda Falcão, que incentivou e esteve à frente da organização dos seis primeiros eventos. Desde o início, a proposta contou também com o reforço financeiro dos advogados Antônio Fernando Barros e Wlisses Ferraz, cuja contribuição foi essencial para fortalecer a continuidade do projeto.

 

Encontros itinerantes

 

 

Tradicionalmente realizados em Grajaú, cidade onde tudo começou, os encontros passaram, nos últimos anos, a ganhar novos horizontes — ampliando não apenas a geografia, mas também as vivências, abrindo espaço para outras narrativas. Apoiado nesse pilar, em 2025, o grupo se reuniu em São João dos Patos (MA), sendo recepcionado pela colega Andrelina Nascimento.

 

O sucesso fora do seu reduto original despertou o desejo de ir mais adiante. Em 2026, o grupo chega à sua 8ª edição e, pela primeira vez, ultrapassa as fronteiras maranhenses para escrever um novo capítulo dessa jornada em Palmas, capital do Tocantins.

 

A escolha tem um sentido especial. A cidade é lar, há mais de 30 anos, da jornalista Thelma Maranhão e do servidor público Valmir Vieira, que, ao lado de sua esposa, Inácia Vieira, assumiram com dedicação o papel de anfitriões. O encontro concentrou cerca de 40 participantes, vindos de várias cidades do Maranhão, assim como de São Luís, Goiânia e Manaus — todos embalados pela mesma expectativa: a de reencontrar suas raízes e construir conexões ainda mais fortes.

 

Lazer, turismo e reencontro

 

 

Muito além de uma agenda, os dias foram desenhados para proporcionar uma experiência sensorial e calorosa, incluindo um passeio pelo Lago de Palmas, a bordo de um flutuante, com paradas na Ilha do Paulo e na encantadora Ilha Canela Beach, além da contemplação do pôr do sol — um dos cartões-postais mais emblemáticos da capital, cenário de abraços demorados, sorrisos espontâneos e muitos cliques repletos de significado.

 

Hospedados em uma chácara à beira do lago, os participantes viveram dias intensos, marcados por uma atmosfera acolhedora, cercados pela natureza e tendo como pano de fundo uma vista privilegiada da capital tocantinense. O ambiente se transformou em palco para momentos de integração e celebração à vida.

 

Durante os três dias e noites, não faltaram motivos para brindar. Entre conversas que atravessaram o tempo, brincadeiras e histórias recordadas, a música teve papel especial. Três cantores se revezaram em apresentações que resgataram o repertório das antigas boates de Grajaú — e, como em um retorno simbólico à juventude, todos dançaram, cantaram e se permitiram reviver, sem reservas, uma das fases mais marcantes de suas vidas.

 

Laços que o tempo não desfaz

 

Cada instante vivido carregou um valor único — daqueles que não cabem apenas em palavras, mas que se perpetuam na memória e no coração.

 

Uma das organizadoras do encontro, Thelma Maranhão, destacou a emoção de sediar o evento em Palmas.

“São amigos que fazem parte da minha vida, da minha história. Recebê-los aqui é voltar ao passado com alegria e exaltar tudo o que construímos ao longo de tantos anos. É uma emoção que não tem medida”, afirmou.

 

Valmir Vieira também ressaltou o sentimento que marcou o reencontro.

 

“É uma felicidade imensa poder acolher esse grupo aqui. É a oportunidade de retribuir essa amizade que tanto prezo e mostrar um pouco da cidade que hoje também faz parte da nossa trajetória”, pontuou.

 

Encerrado o evento, fica mais do que a saudade — fica a gratidão e a certeza de que algumas conexões são eternas. Laços que resistem ao tempo, às distâncias e às mudanças da vida. E que, ano após ano, encontram no reencontro a sua forma mais bonita de permanecer.

 

 

 

Posted On Quarta, 06 Mai 2026 14:01 Escrito por
Página 2 de 43