Projeto da Fundação Cultural de Palmas é convidado a se apresentar no 1º Encontro de Corais do Sesc Tocantins, que tem entrada gratuita ao público
Por Marcus Mesquita
O Coral Municipal de Palmas vai se apresentar neste sábado, 27, durante o 1º Encontro de Corais do Sesc Tocantins. Com entrada gratuita e classificação livre, o evento, que começa às 19h30, vai reunir cerca de 120 coralistas em apresentações de seis distintos corais tocantinenses no Teatro Sesc Palmas, localizado na ACSU-NE 60 (502 Norte).
Sob a regência da maestrina Renate Stephanes, o Coral Municipal de Palmas é composto por 40 cantores que irão interpretar as canções ‘Salmo 150’, composição própria para coral de Ernani Aguiar; ‘Epitáfio’, composta por Sérgio Britto; e ‘Taquarulua’, de Dorivã, sendo a maestrina Renate a autora dos arranjos musicais das duas últimas canções. O 1º Encontro de Corais do Sesc Tocantins será encerrado com uma apresentação coletiva, com todos os cerca de 120 coralistas e os cinco regentes entoando uma peça musical canônica de forma conjunta.
Realização do Centro de Atividades Norte do Sesc Palmas, o evento vai contar, ainda, com as apresentações individuais do Coral Encanto, do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO), também regido por Renate Sephanes; do Coral Jovem da Guarda Metropolitana de Palmas (GMP), regido por Nacha Moretto; do Coral Ulbra Palmas, regido por Erna Augusta; do Coral da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias Igreja, regido por Mariana Nobre; e do Coro Gospel de Palmas, regido por Franzer Almeida.
Coral Municipal de Palmas
Fundado em 1993, o Coral Municipal de Palmas é um projeto da FCP que conta, atualmente, com a atuação da maestrina Renate Stephanes como regente; de Helena Zica como preparadora vocal; de Augusto Mitt como regente-assistente; e de Dennys Souza como pianista.
O coro de vozes mistas da FCP já produziu diversos espetáculos compostos por repertórios que transitam entre recortes estilísticos populares e eruditos. Segundo a presidente da FCP, Luara Aquino, a participação do Coral Municipal de Palmas no 1º Encontro de Corais do Sesc Tocantins tem muita relevância e é uma amostra da excelência do trabalho que o corpo técnico musical da instituição tem desenvolvido junto aos coralistas.
Apresentação gratuita do 1º Ato da peça ‘O Santo e a Porca’, pela Cia de Teatro Fernanda Montenegro, acontece, às 19 horas, no hall do Espaço Cultural
Por Marcus Mesquita
A Cia de Teatro Fernanda Montenegro da Fundação Cultural de Palmas (FCP) realiza, nesta quarta-feira, 27, ensaio aberto do 1º Ato da Peça ‘O Santo e a Porca’, de autoria do consagrado autor brasileiro Ariano Suassuna. Gratuita, a atividade terá início às 19 horas, no hall do Espaço Cultural José Gomes Sobrinho, localizado na Avenida Teotônio Segurado, próximo à Feira da Quadra 304 Sul.
Na ocasião, sete atores do projeto teatral da FCP, que é dirigido por Arabelle Hadife, vão interpretar o primeiro de um total de três atos da peça criada por Suassuna em 1957. Nesta obra, o escritor, dramaturgo e artista multifacetado pernambucano faz uso de um estilo narrativo cômico e de personagens caricatos para dar leveza a toda a história, de profundas reflexões morais que transitam pelos espectros humanos e espirituais.
A peça tem classificação livre, o que permite que o ensaio aberto seja uma programação a ser apreciada por toda a família, das crianças aos mais idosos.
Serviço
O quê: ensaio aberto do 1º ato da Peça ‘O Santo e a Porca’, de autoria de Ariano Suassuna;
Quando: 27 de setembro, às 19 horas, com entrada gratuita e classificação livre;
Onde: no hall de entrada do Espaço Cultural;
Mais informações: (63) 3212-7305.
Da Assessoria
Uma das mais importantes duplas sertanejas do Brasil, Chico Rey e Paraná, tem a sua trajetória contada em um livro escrito pelo radialista e cantor Clayton Aguiar, que foi seu primeiro empresário. “Conheci por acaso uma dupla chamada DEVANIL E DENIVAL, em 1978. Fiquei impressionado com sua capacidade vocal. No ano seguinte o destino nos aproximou novamente e fui convidado a tomar conta de sua carreira. Mesmo sem ter nenhuma experiência na área artística, topei o desafio. A primeira providência foi mudar o nome para CHICO REY E PARANÁ. Em 1981 lançamos o primeiro disco, MEU PRÓPRIO DESTINO. O resto da história está neste livro, agora em sua terceira edição”. O livro não será vendido em livraria, é direto do produtor ao consumidor, sem intermediário. É só fazer contato com o zap 61 99981.3601. Edição limitada de 2 mil exemplares.
Da Assessria
Nos anos 70 dois jovens irmãos paranaenses deixaram sua terra natal e foram para Brasília servir ao Exército. Na bagagem carregavam o sonho de gravarem um disco e ficarem famosos. Depois de cumprirem o compromisso com o Serviço Militar, passaram a perseguir o sonho. Foi aí que seus caminhos cruzaram com um jovem empresário do ramo de serviços hidráulicos e artista amador nas horas vagas, o mineiro de Coromandel, Clayton Aguiar.

Esse encontro mudaria para sempre a vida dos três. Não foi uma jornada fácil, mas ao final todos atingiram a fama e chegaram ao sucesso. Essa história está narrada no livro, “Chico Rey e Paraná - Eu Vivi Essa História”, que chega a sua terceira edição, com dois mil exemplares, que já estão à disposição dos interessados. Para reservar é só enviar um zap para 61 99981.3601 e receber as instruções. Entrega para todo o país, pelos Correios.
“O Brasil precisa conhecer a história desses dois meninos do interior do interior do Paraná, que ousaram sonhar com o sucesso e chegaram lá, transformando-se em uma das importantes duplas do universo sertanejo. E eu tive o privilégio de conhecê-los, dar um nome artístico a eles e lançá-los no mundo da música. É uma saga, carregada de dificuldades, adversidades, muita luta e finalmente a vitória”, concluiu o autor do livro Clayton Aguiar.
Por Tom Lyra
Ela não chega fazendo alarde. Quem não presta atenção no mato pode até passar por ela sem notar. Mas a flor do pequi floresce como quem conhece os segredos do tempo. Sabe quando chegar, e chega leve – branca, rendada, quase tímida – abrindo caminho para o fruto que só se entrega a quem tem paciência e respeito.
Aqui pelas bandas do Tocantins, esse nortão bonito do Brasil, a gente aprende cedo que o Cerrado fala com quem silencia. É preciso ouvir o estalo da terra, sentir o cheiro do vento geral, entender o céu rachado antes da primeira chuva. E lá, no meio do campo ressequido, como um sopro de esperança, ela se abre: a flor do pequi.
Lembro da vó Chiquinha , lá em Araguacema, dizendo que quando a flor do pequi brota, o tempo muda. “É flor de promessa, meu filho”, ela falava, sentada no tamborete debaixo do pé de jaca. “Promessa de fartura, de arroz cheiroso, de panela de barro fumegando no meio da cozinha.” E eu, menino, acreditava. Ainda acredito.

Porque a flor do pequi é dessas belezas que duram pouco, mas marcam pra sempre. Um dia ela tá lá, perfumando o ar com doçura discreta. No outro, já se despede, deixando o galho pronto pra sustentar o peso de um fruto que, por fora, parece bravo. Mas que por dentro, ah... guarda o gosto da infância, da quentura do fogão a lenha, do cuidado da mão que cozinha sem pressa.
Ela é sagrada. E como tudo que é sagrado, não grita. Revela-se a quem merece.

Hoje, vendo o dia amanhecer na Praia do Caju com Jerry e Doguinho Jones Lyra, meus cachorros fiéis e amigos, vi uma flor de pequi solitária, fincada entre o mato e a calçada da barraca raízes . Parei. Os pássaros cantando no frodoso pequizeiro atrás da praia , o mundo corria lá fora . Mas eu parei. Porque tem beleza que a gente precisa contemplar com os olhos de dentro.
A flor do pequi é como a fé do povo ribeirinho do meu magestoso Araguaia : simples, firme e cheia de promessa. Ela ensina que há virtude no silêncio, força na delicadeza e que toda abundância começa com uma flor que ninguém vê.

O Tocantins inteiro cabe dentro daquela flor. É raiz, é céu, é reza de beira de rio. É memória de vó, é canto de arara no fim da tarde, é anúncio de que a vida – mesmo espinhenta como o pequi – tem sabor quando a gente aprende a colher com alma.
Tom Lyra