Imprimir esta página

Célio Moura deixa a disputa por uma vaga no Congresso Nacional para cuidar das dores do corpo e da alma

Posted On Terça, 18 Agosto 2026 09:25
Avalie este item
(0 votos)

Os movimentos sociais e políticos do Brasil imprimem uma vigilância constante e cotidiana na defesa dos pilares da democracia e dos princípios do Estado de Direito.

 

 

Por Edivaldo Rodrigues e Edson Rodrigues

 

 

Essa vigilância nasceu desde os primeiros golpes de Estado no Brasil, que eclodiram logo após a Independência, se consolidando com a ruptura institucional de 15 de novembro de 1889, com a Proclamação da República.

 

De lá até aqui, coturnos, baionetas e fuzis tentaram e ainda tentam regular o ideário do povo brasileiro, mas são contidos pelas lutas ferrenhas desses movimentos, que se constituíram como partidos políticos compostos por líderes emblemáticos.

 

Foi nesse processo histórico que nasceu o Partido dos Trabalhadores, uma congregação de grandes homens e mulheres unidos no propósito de defender os princípios fundamentais voltados à emancipação da classe trabalhadora, à justiça social e à construção de uma democracia plena.

 

 

E lá, na linha de frente desse revolucionário levante, encontrava-se o mineiro/tocantinense Célio Alves de Moura, um dos quadros mais expressivos da política brasileira, que escreveu e continua escrevendo uma singular história em solo tocantinense.

 

Célio Moura seguiu à risca o que disse Alexandre, o Grande: “A grandeza não se conquista com conforto e complacência, mas sim superando desafios”, e assim ele fez da sua trajetória uma luta cotidiana em defesa dos mais humildes, desafiando sempre o comodismo.

 

Como deputado federal, mandato que desafiou o improvável, fazendo história como o primeiro conseguido por seu partido no Estado do Tocantins. E o exerceu com responsabilidade e, acima de tudo, com suas ações parlamentares totalmente voltadas para criar cidadania e promover qualidade de vida para os tocantinenses, indistintamente.

 

 

Agora que o eleitor o tinha como uma opção qualificada para ir à Câmara Federal, Célio Moura é vitimado pelo que o destino escreve entre linhas, avisando que, mesmo os guerreiros feitos de ideais e de sonhos, que não se afastam jamais das trincheiras de luta, também têm as suas dores humanas, carregam as suas fragilidades reveladas pelo tempo e externam seus compromissos com a alma e o coração, que certamente proporcionam morada para outras pessoas.

 

Em carta, Célio Moura comunica ao povo tocantinense que não disputará uma vaga de deputado federal nas eleições de outubro próximo e revela suas razões:

 

Segundo o líder petista, ele ainda convive com dores crônicas e dificuldades de locomoção decorrentes de um acidente de trânsito sofrido em janeiro de 2021. Célio Moura revela que as sequelas se agravaram com o passar do tempo e impõem a ele dificuldades e limitações no seu dia a dia.

 

Mas, para quem conhece esse homem de grandes batalhas, sabe que as dores do corpo não o impediriam de buscar alento para o povo tocantinense. Na verdade, e ele confirma no seu texto, o motivo principal do seu afastamento momentâneo do campo de batalha envolve a saúde de sua esposa, Magda Selma Moura, com quem é casado há quase cinco décadas, e que, nesse instante, passa por um momento muito difícil, enfrentando um complicado tratamento contra um câncer. Ele revelou ainda que o quadro tem se agravado, exigindo deslocamentos frequentes para Goiânia, em busca de assistência especializada.

 

Com a desistência de Célio Moura, perde o Tocantins, que deixará de contar com um quadro expressivo no Congresso Nacional; perde o eleitor, que deixa de ter uma opção qualificada; e perde também o processo político, que fica mais pobre, sem as ideias e sem o debate firme e conteúdo desse líder que, por seu histórico de luta e por sua trajetória política, exerce significativo poder de representatividade no Estado do Tocantins.

 

 

{loadposition compartilhar} {loadmoduleid 252}
O Paralelo 13

Mais recentes de O Paralelo 13

Itens relacionados (por tag)