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PALÁCIO ARAGUAIA NÃO É “CASA DA MÃE JOANA

Posted On Quinta, 28 Mai 2026 08:43
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Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues

 

 

O cenário político tocantinense vive uma contradição que não pode ser ignorada. Prefeitos que se colocam abertamente contra a candidatura da senadora Dorinha Seabra ao governo e contra os nomes, como o dela, apoiados pelo Palácio Araguaia ao Senado — Eduardo Gomes e Carlos Gaguim — continuam comandando cargos de confiança do governo estadual em seus municípios. Exemplo claro é o prefeito de Almas, Nery Xavier, que detém sob sua influência cerca de 40% dos cargos estaduais, mas não apoia a candidata palaciana. Situação semelhante ocorre em Natividade, onde Thiago Jayme controla metade dos cargos estaduais e, ainda assim, atua em oposição.

 

Prefeito de Natividade  Thiago Jayme e primeira Dama

Essa postura gera desgaste político e transmite ao eleitorado a imagem de um governo que não sabe separar aliados de adversários. Como bem pontuam analistas, chegou a hora de “separar o joio do trigo”.

 

DESPRESTÍGIO

 

O prefeito Almas Nery Xavier a primeira da e o vice Prefeito 

A ausência de Nery Xavier e de sua base política em eventos oficiais do governo do Estado, como a assinatura da ordem de serviço para reforma do Colégio Estadual Girassol, quando, inclusive, o prefeito e toda a sua equipe estavam em Almas, Assim como o governador Wanderlei Barbosa, foi interpretada como um gesto de hostilidade. Mais grave ainda foi a repetição do comportamento em Dianópolis, durante a inauguração do novo campus da Unitins, obra de R$ 30 milhões. Enquanto 15 prefeitos da região prestigiaram o ato, os representantes de Almas e Natividade se ausentaram.
Esse tipo de atitude não é apenas oposição: é sinal de inimizade política. Prefeitos que recebem cargos de confiança do governo e, ao mesmo tempo, boicotam sua agenda, minam a credibilidade do grupo palaciano e as suas próprias, junto aos eleitores.

 

MOMENTO DE ESCOLHAS

Deixamos claro que não se tratam de cargos administrativos básicos, ocupados por trabalhadores que dependem do salário para sustentar suas famílias. O debate gira em torno dos cargos de confiança, que representam força política e influência no município. O eleitor sabe quem ocupa cada posição e quem indicou. Fingir neutralidade é inútil: a população percebe a incoerência e desaprova atitudes que, no mínimo, soam desonestas. O correto seria que esses prefeitos devolvessem os cargos ao governo assim que decidiram se alinhar à oposição.

O governador Wanderlei Barbosa tem demonstrado empenho em fortalecer seus candidatos, mas, também precisa fazer sua escolha e agir com firmeza diante da infidelidade política. Manter adversários em cargos estratégicos é abrir espaço para que a oposição cresça e se fortaleça às custas da estrutura estatal. Se essa postura não mudar, agosto poderá revelar uma disputa acirrada não sobre quem vai ao segundo turno, mas sobre qual das candidaturas oposicionistas chegará com mais votos.

 

LULA TERÁ PALANQUE NO TOCANTINS

 

Enquanto isso, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva articula um palanque robusto para o Tocantins. A ex-senadora Kátia Abreu e o ex-prefeito Paulo Mourão estiveram no Planalto, ontem, discutindo cenários. O PT nacional trabalha para que Kátia seja candidata ao governo, com apoio direto de Lula e presença de figuras como Janja e Dilma Rousseff em seu lançamento. Esse movimento reforça que as eleições estaduais de 2026 estão completamente abertas e que o Palácio Araguaia não pode se dar ao luxo de alimentar incoerências internas.

 

CRESCIMENTO DA OPOSIÇÃO

 

Os pré-candidatos das oposições têm crescido nas pesquisas de intenção de votos para o Senado e governo. O candidato a governador Vicentinho Júnior já ameaça a liderança da pré-candidata senadora Dorinha Seabra, inclusive com resultados de empate técnico. Se não houver um comando político no Palácio Araguaia que corrija a engenharia palaciana, o apoio a Dorinha pode se tornar uma luta inglória, “como enxugar gelo”. A partir de junho, com a possível confirmação da ex-senadora e ex-ministra Kátia Abreu como candidata ao governo, apoiada pelo Planalto e pelo ex-prefeito Paulo Mourão como candidato ao Senado, o presidente Lula terá um palanque robusto no Tocantins. O jogo sucessório para governador continua em aberto até as convenções partidárias, marcadas para 4 de agosto.

CONCLUINDO

O momento exige escolhas claras. O Palácio Araguaia precisa decidir se continuará tolerando prefeitos que, na prática, atuam como inimigos, ou se vai reorganizar sua base para garantir unidade. O povo já percebeu quem está “se fingindo de morto”. E, em política, fingimento custa caro.

 

 

 

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