Andrei Rodrigues vai pedir apuração sobre o que Marco Aurélio de Carvalho chama de ‘vazamentos seletivos’ Por Vera Rosa O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, disse ao advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas, que vai pedir uma apuração interna sobre o vazamento de informações referentes a um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Andrei e Marco Aurélio se encontraram nesta quinta-feira, no Palácio do Planalto, pouco antes da cerimônia para marcar os três anos dos atos golpistas do 8 de Janeiro. Diante do painel com a inscrição “Defesa da Democracia”, os dois conversaram sobre Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Como mostrou a Coluna do Estadão, Marco Aurélio pediu a Andrei a abertura de inquérito para apurar o que chamou de “vazamentos seletivos” de investigações. Na quarta-feira, 7, o Estadão revelou que a PF enviou relatório ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça informando ter encontrado citações a Lulinha na investigação sobre o desvio de aposentadorias do INSS. A PF apura se o filho mais velho do presidente é sócio oculto do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. O coordenador do Prerrogativas, grupo de advogados simpatizantes do PT, já representou Lulinha e disse estranhar vazamentos de diligências com métodos que, na sua avaliação, reproduzem “o pior” da Lava Jato. “A Polícia Federal faz um trabalho digno de elogios e não pode ser palco para ilegalidades”, afirmou Marco Aurélio à Coluna do Estadão. “É preciso averiguar as circunstâncias desses vazamentos com fins políticos, uma vez que o Fábio não é sequer alvo da investigação”. Em conversas reservadas, ministros avaliam que há uma guerra de grupos na Polícia Federal, que se acirra em um ano eleitoral como este. Na volta do recesso parlamentar, em fevereiro, a oposição já promete insistir na convocação de Lulinha para depor na CPI do INSS.